47 Ronins | Crítica do Filme

47 Ronins | Crítica do Filme

 
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Depois que um traiçoeiro guerreiro mata seu mestre e sua classe é banida, 47 samurais sem líder juram vingança para restaurar a honra de seu povo.

 

Estréia: 31 de janeiro de 2014

 

 

 

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Uma história milenar que expressa a transcendente cultura japonesa, nas mãos de um diretor inciante e uma produção que teve diversos problemas para sair do papel. Além disso, um longa que possui um protagonista que é conhecido por sua inexpressão e marcado por um personagem nos anos 90 que ele não conseguiu fugir até hoje. Esse é um prato cheio para a crítica cair em cima do novo longa de Keanu Reeves: 47 Ronins. Porém, ao contrário do que muitos estão falando, assistir ao filme com a mente aberta preparado para absolver uma adaptação de uma antiga história, que precisava de fato de uma modernização, poderá ser um excelente divertimento para o final de semana.

 

Dentro dos elementos que temos em tela, é um tanto quanto difícil aceitar toda uma ambientação oriental e ouvir a linguagem inglesa. Mesmo assim o público americano não aceitou bem o filme, o que é uma pena, pois para um longa de um diretor iniciante, acostumado apenas com direção de comerciais de 30 segundos, o filme ficou com uma dinâmica bem interessante. Mesmo com suas falhas na história, e principalmente na errônea estratégia de marketing, o filme consegue agradar uma parcela da população que adora consumir elementos culturais japoneses.

 

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Na trama, Keanu Reeves, o único ocidental de todo elenco, é Kai, um excluído que se une a Oishi (Hiroyuki Sanada), o líder dos 47 Ronins. Juntos buscam vingança sobre o traiçoeiro soberano que matou seu mestre e baniu sua espécie. Nos Estados Unidos o filme faturou 38 milhões, sendo que custou 200 milhões. Porém, bilheteria não é indicador de que o filme é ruim ou bom, mas sim de que ele não soube ser vendido ou que o assunto está esgotado para o gosto americano. A própria Universal Pictures percebeu o bicho de 7 cabeças que possuía em mãos com tantos adiamentos para o lançamento.

 

47 Ronins não deve ser analisado como um filme, e sim como um registro atual da lenda dos samurais que buscaram sua honra, respeito e vingança. Pode não agradar a todos, mas para o consumidor de cultura oriental, o filme nos contempla com diversas lutas de espadas que desenham uma coreografia muito bem feita. Eliminando o roteiro fraco e alguns elementos desnecessários, o filme pode divertir e agradar a uma boa parcela do público.