A Promessa | Crítica do Filme

A Promessa | Crítica do Filme

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Sinopse:

“A Promessa” narra a história de um triângulo amoroso que acontece durante os dias do Genocídio Armênio, um dos maiores e menos conhecidos crimes contra humanidade do século 20. Quando Michael, estudante de medicina, conhece Ana, uma mulher sofisticada, a herança armênia que eles compartilham faz surgir uma paixão entre eles. Mas a jovem é comprometida com Chris, um renomado fotojornalista americano, o que resulta em uma rivalidade entre os dois homens. Apesar dos conflitos, os três precisam encontrar um meio para sobreviver quando o Império Otomano decide atacar violentamente os armênios.

Diretor:

Terry George

Elenco: 

Christian Bale, Oscar IsaacCharlotte Le Bon,

Estréia: 

11 de maio de 2017

Uma história que precisava ser contada e DEVERIA ter sido contada décadas atrás…

O novo filme de Terry George (mesmo responsável por outro filme de conteúdo histórico chocante: Hotel Ruanda) traz um elenco competente e locações de encher os olhos em “A Promessa”. A obra aqui tem um objetivo central e claro: Retratar (com tom de denúncia) os eventos do genocídio armênio ocorrido no final do Império Otomano, no começo do século XX.

Como se tal proposta já não fosse difícil o suficiente, “A Promessa” ainda lidou com uma onda de polêmicas, chegando a ter a sua nota no IMDB boicotada aos montes, antes mesmo ser exibido nos cinemas (provando, mais uma vez, que IMDB não é a plataforma adequada para uma avaliação coerente de qualquer obra).

A polêmica se deu pelo fato do governo Turco (aqui retratado com o mesmo caráter vilanesco tão comumente empregado aos nazistas) negar a existência de tal genocídio até os dias atuais. E embora o filme acabe servindo muito bem como uma denúncia, a sua perspectiva é pequena demais para que possamos ter uma visão esclarecedora do caso.

“A Promessa” se utiliza de diversos artifícios e clichês para contar uma história verídica. Entres tantos exemplos que poderiam ser citados, o mais explicativo acho que seria o clássico “Os Dez Mandamentos”. O protagonista de Oscar Isaac segue um arco semelhante ao de Moisés e sua luta contra os egípcios, adicionando apenas um triângulo amoroso nos moldes de “Casablanca”.

É um filme que se apoia demais em elementos batidos para contar uma história terrívelmente gráfica, e repleta de momentos marcantes. Toda a emoção que vem da veracidade dos fatos é inevitavelmente nublada pela sensação de já ter visto esse mesmo filme antes.

O triangulo amoroso que serve para guiar a história não é, nem de longe, capaz de encapsular a real proposta do filme. Todas as três partes deste triângulo são conscientes e compreensivas demais para acabar gerando algum tipo de tensão ou apreço pelos relacionamentos, o que acaba deixando a história principal como um empecilho na frente do que realmente intriga o espectador: O choque da guerra.

A fotografia aqui é pouco inspirada, mas possui belíssimas locações reais que preenchem muito bem a tela. Já a trilha sonora é uma das únicas coisas capazes de manter o espectador sentado durante mais de duas horas assistindo à um filme que poderia ter sido feito 50 anos atrás, com exatamente o mesmo roteiro, e com a tecnologia de filmagem da época, e que teria sido muito melhor aproveitado.

É como um daqueles filmes que costumam ser utilizados por professores de história.  Oscar Isaac prova que é perfeitamente capaz de engajar o público e ser o protagonista simpático que Hollywood tanto busca, e Christian Bale também não decepciona.  Mas, infelizmente, “A Promessa” é um filme que será pouco lembrado pelo público e pela crítica, a não ser por sua polêmica.

 

  • New Paradigma

    Atuações fracas, roteiro mau escrito, triangulo amoroso ridículo e mau feito sinceramente uma história como essa merecia filme melhor.