A Teoria de Tudo | Crítica do Filme

A Teoria de Tudo | Crítica do Filme

 
A Teoria de Tudo - Cartaz nacional

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O longa destaca a trajetória de um dos mais importantes cientistas da atualidade e tem como base a autobiografia de Jane Wilde, com quem Hawking foi casado por mais de 20 anos e de quem se separou em 1991. No período em que estiveram juntos, apesar do diagnóstico de atrofia motora no cérebro – doença que futuramente o deixaria paralisado e sem a habilidade de falar -, Hawking continuou seus estudos, recebeu diversos prêmios e escreveu sua obra mais conhecida, o best seller “Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros”, entre outros feitos.

 

 

 

Estréia: 29 de janeiro de 2015

 

 

 

É inegável que Stephen Hawking merecia uma homenagem cinematográfica. Sua mente brilhante e sua história de vida não são apenas elementos de admiração, mas um exemplo a ser seguido. Porém, A Teoria de Tudo, filme que propõe tal homenagem, vai mais para o lado pessoal/familiar, focando desacerbadamente em sua doença, e oferecendo uma parcela muito pequena do filme para suas conquistas.

 

Inspirado na biografia homônima escrita por sua ex-esposa Jane Hawking, o filme chega ser despretensioso quando o assunto é eleger um antagonista para a história. Do início da trama, que se passa por volta dos anos 60 até o final, que se foca na atualidade, o longa se faz medroso ao apenas pincelar determinados assuntos dentro da vida de Stephen. Do ateismo do protagonista à aparente depressão sofrida pela personagem interpretada por Felicity Jones, o longa sempre dá um jeito de “mudar de assunto” e não deixar focado no que poderá gerar uma grande polêmica ou vilanizar uma personagem essencial para a história.

 

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Mesmo quando um terceiro elemento entra na trama, e sugere-se um triangulo amoroso, o filme é cauteloso ao abordar. Entretanto, está longe de ser desmerecedor de sua indicação de melhor longa ao Oscar 2015. A fotografia nos apresenta diversos estágios de tonalidade para expressar época e psicológico de cada personagem. A atuação de Eddie Redmayne é de se aplaudir em pé. Percebe-se que o ator teve um árduo trabalho em estudar o próprio Stephen e sua doença degenerativa e a caracterização não poderia ser mas fiel.

 

É fato que um longa cujo protagonista venha ter uma doença tão triste, o drama melancólico se sobressai. Entretanto Stephen é muito mais que a doença, é uma das mentes mais brilhantes do nosso século, e isso o filme peca em não focar. Claro que por ser baseado em uma obra escrita por Jane Hawking, o relacionamento entre os dois seria o ápice, e a dificuldade que ela passou em criar 3 filhos e cuidar do marido estariam bem evidentes no filme.

 

Infelizmente, apesar de A Teoria de Tudo ser um ótimo filme, Stephen ainda fica carente de uma obra cinematográfica que exalte sua genialidade. Conhecer sua história de vida, sua ex-esposa, o modo como ele encarou sua doença e os apenas dois anos de vida que lhe deram, é interessante, mas expandir tal história para exaltar o que ele tem de mais importante, sua inteligência, talvez ficará para um próximo longa.