Além da Escuridão: Star Trek | Crítica do filme

Além da Escuridão: Star Trek | Crítica do filme

nota5Alem-da-Escuridao-Star-Trek-posterTrinta anos depois de estar sobre essa Terra venerando George Lucas por achar Star Wars o filme mais marcante de minha existência, eis que me pego pela primeira vez indo ao cinema assistir  um filme de uma franquia que divide méritos de ficção interestelar: Star Trek. Infelizmente em 2009 fiz o crime de perder o renascimento de uma franquia que se encontrava em estado de coma há algum tempo, e que, por preguiça (não tenho vergonha de admitir) nunca tinha ido atrás para saber exatamente do que estava se passando por aquela imensa quantidade de filmes e séries que levavam o título de Jornada nas Estrelas. Hoje, após de Além da Escuridão: Star Trek, o senhor J. J. Abrams  fez sentir-me culpado por ter perdido tanto tempo sem ter ido atrás de uma obra de ficção tão rica e grandiosa que é essa saga.

Lá por 2009, quando tive a oportunidade de ter minha primeira experiência nesse universo, achei um ótimo filme, bem amarrado, coeso, fluido e principalmente divertido. Porém, foi mais um filme. Não dei os méritos necessários para o universo construído para aqueles personagens e tão pouco me convenceu de correr atrás do material que eu perderá esse tempo todo. Entretanto. se você passa por situação igual a minha, pode ter certeza que sua reação ao sair de Além da Escuridão: Star Trek vai ser a de querer correr atrás de todo o que esse universo pode mais lhe mostrar.

Infelizmente não poderei nessa crítica dar detalhes sobre esse filme, simplesmente por, nesse momento, estar considerando-o uma obra de ficção impecável e qualquer detalhe que possa dar um indício de spoiler (apesar de a Internet já estar repleta deles) já me faria sentir-me culpado em estragar tal experiência para alguém. O filme me transformou novamente naquele garoto de 10 anos que se surpreende com a magia  do cinema. Poucas películas me fazem olhar para a tela e sentir que estou olhando para algo novo, uma experiência cinematográfica não vivida até então…

Os dez primeiro minutos do filme já o vende como poucos conseguem fazer. Se você olhar para a tela sem som e sem o 3D já vale a pena, se você fechar os olhos e ouvir a belíssima trilha sonora, também já valem a pena, agora imagine mesclar tudo e ainda adicionar uma tecnologia muito bem empregada no qual você é imergido para dentro da cena, de tal maneira na qual faz esquecer por alguns instantes qual é a realidade que você realmente vive: a do filme, ou a sua? Você é tragado de uma forma que nenhum filme (nem mesmo Avatar que é tão cultuado por seu IMAX/3D) conseguiu. É claro, esses dez minutos tem que te vender para depois de fato começarem a te contar a história de fato, porém quando o letteringAlém da Escuridão: Star Trek” surgem, a vontade é de se levantar e aplaudir tal como se aplaude uma orquestra em perfeita sintonia.

Bom, como meu objetivo não é revelar nada do filme só adianto que ele é grandioso. Não é 100% perfeito, pois não concordo com alguns elementos de drama que foram postos forçadamente no meio da narrativa, porém em relação a filme de aventura, ação e ficção espacial, ele é um exemplo de como se faz esse tipo de cinema de entretenimento. J.J. Abrams é a escolha perfeita para esse tipo de filme, e provou que é o diretor ideal para ter nas mãos as duas maiores franquias espaciais do cinema. Que chegue logo 2015, pois agora mais do que nunca, não vejo a hora de assistir aos novos filmes Star Wars, porém o conflito de querer que esse cara continue fazendo Star Trek me deixa em dúvida no que mais eu quero, afinal, agora sou a prova que dá para ser fã incondicional dessas duas grandes franquias simultaneamente.