Alien: Covenant | Crítica do Filme

Alien: Covenant | Crítica do Filme

Alien: Covenant

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Sinopse:

A tripulação do navio-colônia Covenant, ligada a um remoto planeta no lado distante da galáxia, descobre o que eles acham que é um paraíso inexplorado, mas na verdade é um mundo escuro e perigoso. Quando descobrem uma ameaça além de sua imaginação, devem tentar uma fuga angustiante.

Diretor:

Ridley Scott

Elenco: 

Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Carmen Ejogo, Jussie Smollett, Callie Hernandez, Amy Seimetz, Nathaniel Dean, Alexander England, Benjamin Rigby, Uli Latukefu, Tess Haubrich, Lorelei King, James Franco, Guy Pearce e Noomi Rapace.

Estréia: 

11 de maio de 2017

 

Alien: Covenant

Mais uma vez com Ridley Scott na cadeira de diretor, Alien: Covenant daria um ótimo terceiro ato para Prometheus. 

Anos atrás, a galera entrou na sala de Prometheus com expectativas que acabaram sendo inevitavelmente frustradas por um roteiro confuso e um tom completamente diferente do primeiro filme da franquia. Pois dessa vez, não se preocupem! Tudo que queriam ver em Prometheus, está em Alien Covenant. 

O filme faz um ótimo trabalho ao combinar as duas atmosferas tão distintas do filme prequel com a do original “Alien – O Oitavo Passageiro”. Scott continua a ilustrar muito bem sua sociedade futurística, cercada pela característica “tecnologia retrô” que os fãs tanto gostam.

Alien: Covenant

E quando se fala de “Alien“, é sempre necessário lembrar da música. Em Covenant, a trilha complementa muito bem as cenas de tensão e ainda ajuda a elevar a caráter épico que foi herdado de Prometheus.

Aos que assistirem aos prólogos liberados pela FOX para o filme, garanto que a experiência poderá ser mais bem aproveitada. Considerando que já começamos a história com a primeira tragédia enfrentada pelo grupo, é sempre melhor já ter alguma experiência com estes personagens de antemão. No entanto, parece ser justamente esse, o intuito do filme: tentar te deixar despreparado e em alerta.

E quando as cenas do Xenomorfo ( e suas outras versões) finalmente engatam, a tensão é aproveitada por diversos elementos de filmes slasher que sempre foram muito adequados à franquia. E embora o CGI da criatura nem sempre esteja perfeito, e seus movimentos sejam rápidos demais, a música costuma entrar para salvar o dia mais uma vez.

Assim como de costume em filmes de Ridley Scott, a fotografia é muito bem trabalhada, combinando novamente diversos elementos da franquia. Seja em espaços confinados, ou em enormes planos abertos, a tela está sempre muito bem preenchida.

Alien: Covenant

O elenco tem alguns nomes conhecidos, mas em sua grande maioria acabam sendo esquecíveis. Danny MCbride e Katherine Waterston acabam ganhando maior tempo de tela, e entregam atuações que não estão entre as melhores já vistas na franquia como, por exemplo, a de Michael Fassbender. O androide David foi considerado o ponto alto do filme anterior, e aqui ele retorna em dosa-dupla, com conceitos ainda mais complicados de entender, que dirá interpretar…

E embora a trama de Covenant tenha, com certeza, sido mais clara do que em Prometheus, o filme continua não se sustando sozinho, e precisa revisitar os seus conceitos e personagens anteriores o tempo inteiro. E a conclusão, ainda por cima, acaba sendo apressada demais ( um poderia dizer que ela nem mesmo existe), dando aquela sensação episódica que vem se tornando um erro comum em Hollywood.

Alien: Covenant serve para agradar os fãs da franquia (além de qualquer fã de cenas cheias de gore), e incrementa o filme anterior muito bem, mas sua falta de estrutura, e a dificuldade de decidir quem serão os reais protagonistas desta história, o deixa um tanto longe de poder ser considerado uma obra integralmente coesa.