As Aventuras de Pi | Crítica do filme (por Guilherme Netto)

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Imagine essa situação, você está em um barco salva-vidas logo após seu navio naufragar no meio do oceano, mas pelo menos você não está sozinho, não vai precisar conversar com uma bola de vôlei chamada Wilson, você tem um amigo pra acabar com a solidão, mesmo ele sendo, bem, um tigre. Essa é  As Aventura de Pi  e ele não se chama Pi à toa, existe um significado bem interessante por trás, e se você acha que tem relação com a constante matemática Pi (3,14) pare de se achar tão espertinho! Mas sim, tem relação.

O filme é bem bacana, eu descobri que era baseado em um livro entrando do cinema, portanto, não fazia ideia do que iria encontrar lá dentro, no início parecia uma comédia, virou romance, depois com naufrágio e a presença do tigre no barco virou quase um suspense e após boa parte do filme ele obviamente é classificado como uma grande aventura, se não fosse, não justificaria ter “Aventuras” no nome. E graças a Deus não caiu na mão da galera da seção da tarde nomeá-lo, se fosse o caso depararíamos com “Altas Confusões de PI e seu amigo Tigre – Maluquices em alto mar”. O filme é visualmente espetacular, vale muito a pena assistir em 3D, o céu estrelado nas noites, as paisagens da índia no começo do filme, entre outras surpresas que se eu mencionar vai ser spoiler.

Eu dormi cerca de uma hora e meia na noite anterior a seção, estava bem quebrado, ainda assim o filme conseguiu me prender cada segundo durante sua longa extensão, a dinâmica é muito boa e a expectativa de que qualquer coisa pode acontecer na sequência da história realmente faz valer a pena assisti-lo. O meu náufrago favorito continua sendo o Tom Hanks, mas “As aventuras de PI” é uma ótima opção para ir à sala de cinema nesse mês de dezembro, se você for de chorar no cinema, prepare-se para lágrimas iminentes.



 

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