Boneco de Neve | Crítica do Filme

Boneco de Neve | Crítica do Filme

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Sinopse:

Harry Hole (Michael Fassbender), ao investigar o desaparecimento de uma vitima na primeira neve do inverno, passa a relacionar o assassinato a um serial killer. Com a ajuda de uma recruta (Rebecca Fergunson), o policial ligará casos arquivados de décadas atrás com o novo crime na esperança de desvendar o mistério antes da próxima nevasca.

Diretor:

Tomas Alfredson

Elenco:

Michael Fassbender, Rebecca Fergunson, Charlotte Gaunsbourg e J.K. Simmons.

Data de estreia:

23 de novembro de 2017

 

 

Tem filmes que conseguem chamar nossa atenção apenas com pouco segundos de seus trailers. Em “Boneco de Neve” foi o que aconteceu. Não conhecia a trama, tão pouco o livro, porém a credibilidade do autor ajudou na divulgação da produção. No entanto, quando me deparei com o filme encontrei algo que o cinema tem sofrido muito: uma boa história extremamente mal contada.

Dirigido por Tomas Alfredson, “Boneco de Neve” me soa uma produção problemática. Possui um climax excelente de um thriller de espionagem, mas esquece de apresentar seus personagens, de desenvolve-los, de dar motivações em suas vidas. O filme simplesmente começa e acaba sem sabermos exatamente o que faz aquelas pessoas se moverem.

A relação paterna entre os personagens tenta levar a história para frente. Acompanhamos no início da trama a formação de nosso antagonista e o que leva ele montar um boneco de neve na porta de suas vítimas. Com uma introdução promissora e uma boa fotografia, o público compra bem o início da trama.

Os problemas começam se desenvolver com a aparição de Fassbender no papel de Harry Hole, um detetive alcoolatra e solitário, que trás a tona uma série de assassinatos que possuem vínculos semelhantes. Com isso o longa tenta se parecer mais complexo do que deveria, apresentando uma série de personagens secundários que apenas pipocam na tela sem grandes motivos.

 

 

A presença de um flashback deixa o público ainda mais confuso, mas ainda criando uma expectativa de resposta no terceiro ato, mas uma promessa vazia que não se cumpre. O irreconhecível Val Kilmer entra e sai da trama sem colaboração com a história.

“Boneco de Neve” é inspirado no bestseller de Jo Nesbø e chegou ser comparado com “Silêncio dos Inocentes”, pelo The Guardian. Deve sem dúvidas ser inspirador e intrigante, pois observamos no filme que ali há argumentos para sair uma boa trama. No entanto o filme se perde na edição, na apresentação dos personagens, no ritmo, deixando como recompensa apenas uma boa fotografia.

A problemática produção de “Boneco de Neve” infelizmente interferiu de forma direta em sua qualidade. A estreia do diretor Tomas Alfredson em Hollywood não funcionou e Michael Fassbender mais uma vez em 2017 desperdiçou tempo em tela em um papel que não faz jus ao ator que é. Uma pena.