Caçadores de Obras-Primas | Crítica do Filme

Caçadores de Obras-Primas | Crítica do Filme

 
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O lendário cineasta Sam Raimi e o diretor Gil Kenan contemporizam oclássico sobre a família que vive em uma casa assombrada por forças malignas. Quando as terríveis aparições se tornam mais frequentes e a filha mais nova é capturada, a família deve se unir para resgatá-la antes que ela desapareça para sempre.

 

 

 

Estréia: 21 de maio de 2015

 

 

 

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Você já ouviu falar de uma tal de Segunda Guerra Mundial que aconteceu agora pouco, há menos de 100 anos. Certamente você já teve uma boa ideia do que houve por aqueles tempos e grande parte dessa noção foi proveniente dos inúmeros filmes que relatam essa época. Como já disse anteriormente filmes que mostram as barbáries dirigidas por Hitler não me fazem olhar para eles da mesma maneira que olho para um filme do dia-a-dia. Eu os enxergo mais como um documentário dramatizado que simulam os acontecimentos da época. Saber que fato semelhante realmente aconteceu e que esteve tão próximo a mim é no mínimo assustador. Porém, todos os longas anteriores relataram que tal guerra causou uma intolerância ao diferente e perdas de milhares de vidas. Caçadores de Obras-Primas, diferente dos outros filmes, busca relatar uma outra perda que a guerra causou, uma perda que nem sempre paramos para pensar diante de tanto absurdo que vimos e ouvidos da época, uma perda artística e cultural.

 

Baseado no livro de homônimo de Robert M. Edsel, o filme tem na direção George Clooney, que também protagoniza a história ao lado de um elenco notável. Geralmente os filmes que carregam tantos nomes pesados já me deixam desconfiado, pois se pautam mais no elenco do que no roteiro. Porém Caçadores de Obras-Primas apresenta a história de pessoas que desafiaram o poder de Hitler para salvar o legado de mais de mil anos de história.

 

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Com uma atmosfera leve, o longa chega colocar na trilha sonora uma “marchinha” na qual busca deixa-lo mais cômico do que sério, visto que estamos tratando de um período onde muitas vidas estão sendo perdidas e um grupo nada convencional parte para salvar quadros e esculturas no meio de toda a tragédia.Para uns pode parecer absurdo que isso tenha de fato ocorrido, e nesse caso o “baseado em histórias reais” se fez necessário para que o público não ficasse com dúvidas da veracidade dos acontecimentos. No livro descobrimos que 350 soldados estavam realizando tal trabalho e esses até o momento não tinham sido lembrados pelo cinema.

 

Caçadores de Obras-Primas é um filme que retrata a tragédia da intolerância porém de forma suave que não fará o espectador sair com mais revolta dos fatos, mas sim, agradecendo a existência de pessoas que lutaram literalmente pela arte e cultura, preservada preservadas até hoje em museus. O esforço que George Clooney tem de deixar o filme mais cômico é válido, porém em determinados momentos beira o exagerado, mas nada que prejudica o andamento da história.