Cada um na sua Casa | Crítica do Filme

Cada um na sua Casa | Crítica do Filme

 
cada-um-na-sua-casa

_Estrela_Estrela_EstrelaEstrela_MeiaEstrela_Apagada
Quando a Terra é invadida pelos confiantes Boov – uma raça alienígena em busca de um novo lar – todos os humanos são prontamente deslocados, enquanto os Boov se ocupam em organizar o planeta. Porém uma esperta garota chamada Tip (voz de Rihanna) consegue evitar ser capturada e acidentalmente transforma-se em cúmplice de um Boov exilado chamado Oh (voz de Jim Parsons). Os dois fugitivos percebem que há muito mais em risco que um simples dano às relações intergaláticas e embarcam na aventura de suas vidas.

 

 

 

Estréia: 09 de abril de 2015

 

 

 

Dirigido por Tim Johnson, conhecido por “Formiguinhaz”, “Sinbah” e “Os Sem Florestas”, o longa possui o objetivo claro de atingir o público infantil resgatando o impacto que os Minions e Banguela tiveram em Meu Malvado Favorito e “Como Treinar seu Dragão”. Com uma estrutura simples ao contar a história, para os adultos o longa pode parecer sem sentido, mas para a criançada é um grande produto.
 
Um bom momento de inspiração. Isso foi o que os criadores de Home, ou em português, Cada um em sua Casa, tiveram quando pensaram na raça alienígena Boov e em um dos personagens mais simpáticos que os cinemas já viram até hoje, o Oh. O filme é um colírio visual, que mesmo se não houvesse uma história você facilmente gostaria de ficar hipnotizado com tanta fluidez e cores que seus personagens possuem.
 
Na trama conhecemos o pequeno, atrapalhado e ignorado alienígena Oh, dublado no original por Jim Parsons (“Big Bang Theory”). Sua raça, os Boov, vão de planeta em planeta fugindo de outra raça alienígena que lhes apresenta uma ameaça, até chegarem na Terra. Oh é amigável e simpático, sempre disposto a contato com os outros de sua espécie, porém, esses são lógicos e não vêem sentido na socialização.  Com a Terra invadida, Oh acaba se tornando um fugitivo, e acaba conhecendo a adolescente Tip (no original dublado por Rihana) que em troca de um favor o ajuda escapar. Nisso os dois, junto com o gato chamado Porquinho, partem para uma road trip e acabam fazendo de suas diferenças uma grande amizade.
 
Sem grandes explicações, a história flui rapidamente, dando soluções relativamente simples e não muito lógicas. Entretanto, é claro que você só pensará nisso se for um adulto, pois para uma criança o que é apresentado é perfeitamente justificável. Dá até para fazermos um paralelo com o próprio filme onde os adultos são os Boov, e as crianças são o protagonista Oh. A magia nele é a simplicidade, e isso é o que torna ainda mais gostoso.
 
A trilha sonora é um excepcional. O tempo inteiro com canções pops compondo clipes no filme. Afinal temos no elenco duas das principais vozes do mundo musical pop dublando no elenco: Rihana e Jennifer Lopez (curiosamente, no filme, uma é filha da outra). Para os cinéfilos, é muito legal identificar arranjos de “Wild Signals“, música do filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”.
 
Poucos filmes conseguem ser tão harmoniosos visualmente. Logo percebemos que todos os personagens fazem parte do mesmo universo, independente de ser da ala humana, da ala alienígena ou da ala animal. As cores vivas estão presentes desde a vestimenta dos personagens à mudança de cor que Oh tem dependendo de seu sentimento. Fácil conseguimos entender se ele está mentindo, tímido, raivoso, encorajado ou assustado. Para a indústria de brinquedos inspirados no filme isso é ainda mais motivador.
 
No final, a lição de moral do filme já pode ter sido transmitida por diversos outros longas, mas em um ano onde se predomina continuações e spinoffs de sucessos passados, ter um material inédito, com um novo universo, novos personagens, é extremamente enriquecedor para o cinema de animação.  Cada um em sua Casa, apesar do título nacional estranho, é mais uma bola dentro da Dreamworks que se provou ser o estúdio dos bichinhos fofos que geram muita verba para o mercado e histórias encantadoras para a criançada. Se você é um adulto, vá ver pela música e pela hipnotizante animação do personagem Oh, se é criança, apenas vá e tenha divertimento garantido.