Cinderela | Crítica do Filme

Cinderela | Crítica do Filme

 
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Um filme live-action inspirado no clássico conto de fadas, Cinderela dá vida às eternas imagens da obra de arte de animação de 1950 da Disney com seus personagens reais em um espetáculo deslumbrante para uma geração inteiramente nova.

 

 

 

Estréia: 26 de março de 2015

 

 

 

CINDERELLA

 

Em um mundo onde os filmes e séries foram tomado por anti-heróis, a Disney trás um filme que resgata humanidade, coragem e acima de tudo gentileza. Em um dos contos de fadas mais conhecidos do mundo, que já foi contado e recontado de todas as maneiras possíveis, porque dar atenção a mais um filme sobre Cinderela?

 

É interessantíssimo ver a Disney dar uma sobrevida a suas animações clássicas, mas não redesenhando-as e transformando-as em um novo produto produzido em CGI, mas sim, dando uma roupagem em live-action muito mais rica de roteiro, de personagens e de história. No caso de Cinderela, pela primeira vez podemos compartilhar a dor da menina que pede seus pais ainda na infância e conhecendo de forma detalhada as motivações de todos os personagens. Bastam 10 minutos de filme para você já sentir um afeto muito grande à família que prospera pelo amor entre eles. Do núcleo familiar, o grande mote do filme é repassado à protagonista: “seja corajoso e gentil”.
 
Coragem não é muito o forte de Cinderela. Ela não reage em nenhum momento contra os abusos da madrasta e para sair da zona de “conforto” precisa de uma ajuda mágica para tomar coragem e ir atrás de seus sonhos. Por outro lado, gentileza que é a palavra definitiva para descrever a personagem Ella (Lily James). Muitos podem lhe taxar de sonsa ou então uma pessoa muito inocente e frágil, mas tudo o que a personagem Cinderela ensina é ter respeito pelo próximo.

 

O filme é surpreendentemente bom. O elenco pode se distanciar fisicamente dos personagens que conhecemos do animado de 1950, mas a história se mantém de forma esplendidamente fiel.

 

CINDERELLA
Como já era esperando, Cate Blanchett rouba a cena dando vida à uma mulher amargurada que reflete suas decepções em uma vida glamurosa repleta de roupas luxuosas e festas. Mãe de duas garotas sem talento e viúva duas vezes, a sua relação com Cinderela é gradual, passa da mãe que ignora uma filha a uma carrasca que abusa da menina sempre prestativa.

 

Junto com o longa, a Disney lança o curta metragem Frozen: Febre Congelante, que retorna os personagens já conhecidos em Frozen: Uma Aventura Congelante. Um divertido musical que mostra preparativos de uma festa surpresa de aniversário, enquanto a personagem Elsa lida com uma gripe diferente. Frozen é realmente uma febre que vai render muitos novos sub-produtos, incluindo uma continuação já confirmada.

 

Cinderela chega aos cinemas dia 26 de março de 2015 e para mim já é uma das versões definitivas da história. Um bom roteiro, excelente figurino e ótimas atuações compõe um filme que num primeiro momento você pode até estranhar, mas depois de assisti-lo vai querer repetir a experiência diversas vezes.

  • ITZ VÁZQUEZ

    Eu amei a adaptação para o cinema e tudo o que eles fizeram. Eu não podia vê-lo aqui, mas no programação HBO. O amplamente recomendada, porque tem excelente qualidade, além disso, é um grande clássico Disney.