Como não Perder essa Mulher | Crítica do Filme

Como não Perder essa Mulher | Crítica do Filme

 
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Don Juan contemporâneo, viciado em filme pornô, tenta se tornar menos egoísta.

Estréia: 06 de dezembro de 2013

 

 

 

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Antes de falar qualquer coisa sobre o filme queria fazer um parênteses sobre o cartaz e o título adotado aqui em terra tupiniquins. Diferente de você que parou para ler esses parágrafos sobre o filme, grande parte da população brasileira vai aos cinemas sem saber exatamente o que assistir, tão pouco se importando com a história. Olham para o cartaz e a escolha de assistir ou não aquele longa se dá ao fato de identificar o ator que gostou de algum outro filme. Como não perder essa Mulher, além de seu título que nos indica um filme romântico, temos três rostos bem conhecidos: Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela – ou “o menino que estava no filme do Batman”), Scarlett Johansson (Hitchcock, ou “a menina do filme do Homem de Ferro e seus amigos”) e Julianne Moore (do atual remake Carrie – A Estranha, ou… não… essa não tem nenhum herói no currículo). Para esse público, vai ser um tanto quanto chocante deparar com um longa que conta a trajetória de um personagem viciado em pornografia, utilizando no decorrer da projeção pequenos clips eróticos mesclados com cenas de confessionário da igreja católica…

 

Enfim, Como Não Perder essa Mulher é um filme bem interessante, pois seu protagonista não admite seu drama. Ele é feliz consigo e não tem a intenção de mudar. Não está atrás de um objetivo concreto. Contudo, os fatos que surgem em sua vida fazem com que ele se transforme antes dos créditos finais . Joseph Gordon-Levitt, que além de atuar dirige pela primeira vez, consegue fazer uma mescla de romance, comédia e drama, utilizando de forma coerente e agradável a música e a fotografia.

 

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O mais interessante no longa é perceber que os 3 personagens estão vazios e estão usando uns aos outros para preencher essa lacuna. Jon (Levitt)busca o modelo perfeito da beleza vista na mídia e tem seu namoro com Barbara (Scarlett) um complemento imposto pela igreja de que um homem e uma mulher devem estar unidos pelo matrimônio. Já Barbara, busca em Jon encontrar o herói moldado pelo cinema, um homem que esteja a seu lado e viva unicamente a seu comando. Já Esther (Moore) busca na amizade em Jon preencher o vazio deixado por uma recente tragédia em sua vida.

 

A crítica é evidente na objetificação da mulher, ao mundo das aparências montado pela mídia, o cotidiano enfadonho e a superficialidade familiar. É um filme pautado em seus personagens e a construção de arquétipos do mundo moderno, onde cada um busca se massificar com seu meio, e assim perder sua identidade. Joseph se mostra ousado e talentoso nesse seu primeiro trabalho por trás das câmeras. Espero ansioso pelos próximos projetos.