Frozen: Uma Aventura Congelante | Crítica do Filme

Frozen: Uma Aventura Congelante | Crítica do Filme

 
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Em Frozen: Uma Aventura Congelante, Anna (Kristen Bell), uma jovem destemida e otimista junta-se a um rude homem da montanha chamado Kristoff (Jonathan Groff) e a sua leal rena Sven — para encontrar sua irmã Elsa (Idina Menzel), cujos poderes congelantes aprisionou o reino de Arendelle em um inverno eterno.

Estréia: 03 de janeiro de 2014

 

 

 

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A Disney de tempos em tempos tem um sério problema de classificação de gêneros em suas animações. Já se foram os anos 90 onde Aladdin e O Rei Leão era filmes que agradavam meninos e meninas. Hoje, Raponzel é lançado como Enrolados para que a bilheteria não seja prejudicada devido a falta de interesse dos garotos. Em seguida temos Detona Ralph, um filme que visava homenagear games clássicos, porém foi necessário colocar uma garotinha fofinha e rozinha no cartaz para que as garotas fossem ao cinema. Agora, a bola da vez é A Rainha da Neve, que teve sue título alterado para Frozen, e no caso do Brasil, optaram não traduzir o título ao pé da letra, mas ganhou um sub-título que deixou Frozen: Uma Aventura Congelante.

 

Falar de animados Disney é sempre muito bom, pois não há muito o que reclamar. O estúdio vem de uma leva muito boa nos últimos anos. Não me recordo de um animado clássico que tenha me desagradado. No caso de Frozen: Uma Aventura Congelante é um filme tipicamente feminino. No que Detona Ralph propôs em fazer um longa que agradasse mais os garotos, Frozen se esforça em mostrar o poder feminino das duas irmãs protagonistas. Entretanto o que mais me surpreendeu foram os plot twists que a história possui.

 

Uma estrutura de história Disney sempre temos um herói, um vilão e uma fuga cômica que deixa o filme mais leve para as crianças. Porém, o vilão não fica tão claro em Frozen. Nos materiais promocionais sempre temos a personagem Elsa (Idina Menzel) surtando devido a seus poderes X-Men de congelar, e sua irmã Anna (Kristen Bell) como a princesa heroína. Mas bastam alguns minutos de filme que você percebe que não vai sentir raiva pela vilã, e sim dó. Até aproximadamente uma hora de filme há o questionamento: quem é o antagonista da história que estou vendo?

 

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Outra parte que me chamou muita atenção foi o famoso “chora em cima de mim para que eu volte à vida”. É clássico fazer um personagem desmaiar e colocar o amor de sua vida em cima chorando e esse retornar a vida. Porém Frozen, apesar de não fugir da tradição opta por fazer essa cena de uma forma não tradicional e que a deixa bem menos clichê.

 

Enfim, Frozen: Uma Aventura Congelante é um filme bem legal que vai agradar a garotada e os velhinhos como eu que gostam de animação. Tem um visual incrível e um 3D que vale a pena os centavos a mais na bilheteria. Poria ser bem menos sexista em relação a “filme de menino” e “filme de garota”, mas se esforça para agradar a todos. A dublagem de Fábio Porchat (eita Porta dos Fundos que rendeu uns bons trocos para esse rapaz em 2013, heim) é muito boa (diferentemente daquele erro que foi Luciano Hulk em Enrolados).

 

Frozen revive o velho conto dinamarquês de Hans Christian Andersen e mostra que uma mesma história pode sim continuar sendo contada com originalidade através das décadas, bastando uma boa dose de criatividade e bom senso de realidade das atuais gerações.