G.I. Joe: Retaliação | Crítica do filme

nota3g-i-joe-2-retaliation-official-poster-banner-promo-poster-nacional-08maio2012Em um determinado momento em G.I. Joe: Retaliação há uma reunião de líderes mundiais no qual só comprova o quanto o mundo é frágil e à beira de uma grande guerra começar a qualquer instante. É um momento bem propicio ver uma cena dessa em meio de uma Terra com uma Coréia do Norte alegando que um ataque nuclear nesse momento é iminente. Uma das únicas cenas que geram algum tipo de reflexão na sequência – que talvez nem seja o caso de chamar de sequência – do filme inspirado nos brinquedos que fizeram a infância nos anos 80 mais feliz,que prova apenas que líderes mundiais não passam de crianças querendo provar que seus brinquedos são melhores que o dos outros.

Não há muito o que se falar sobre G.I. Joe: Retaliação, afinal se você assistiu ao primeiro filme e gostou, irá adorar as sequências de cenas de ação, luta, pessoas andando em câmera lenta ao som de uma música heroica e explosões ao fundo (tais explosões que deixariam qualquer Power Ranger de saias curtas). Do começo ao fim o filme trás uma ideia na qual nossos inimigos podem estar sentados em qualquer lugar preparados para atacar (ou trair).

Assim como no final do primeiro filme nos deixou como ponta solta, a continuação tem como foco o presidente dos Estados Unidos que é substituído por um agente da organização Cobra, que assim como todo bom vilão, além de querer dominar o mundo (óbvio) tira da sua frente o esquadrão de elite G.I. Joe matando brutalmente diversos de seus membros. Os poucos sobreviventes só tem uma esperança, o próprio criador do grupo: Joe (Bruce Willis).

O filme que estava previsto para estrear em 2012 teve um atraso que gerou uma série de especulações referentes à trama do filme e a morte de um dos personagens, porém, agora com o filme lançado, fica bem visível que a intensão do estúdio foi, de fato, converte-lo para o 3D, confirmando as motivações que os próprios produtores falavam desde o início. Infelizmente a conversão não se destaca, tirando um ou outro elemento que foram visivelmente incluídos para serem jogados na cara da platéia e justificar o do porque em 3D.

Olhar para G.I. Joe e esperar um bom filme é querer procurar um pelo em ovo. É um filme de ação que cumpre muito bem o que promete, pois ele é ação do primeiro minuto ao último. Fica difícil dizer se é melhor ou não que o primeiro, pois seguem uma premissa semelhante: armas de fogo, destruição em massa e heroísmo eufórico. O que mais chamam seus olhos para esse longa é a inclusão no elenco de Bruce Willis, que na minha opinião é o novo Nicolas Cage, pois está sem muito filtro para a escolha de seus trabalhos.

Nesse longa, Bruce Willis interpreta qualquer outro personagem de filme de ação às vésperas de se tornar um idoso. Piadas que já são do feitio de Clint Eastwood, John Malkovich… alias, já até existe um filme propício para esse tipo de humor: Red: Aposentados e Perigosos. Reclamações de dores nas costas, diálogos que são feitos para explicar mais ainda que ele é um líder das antigas e um arsenal de armas escondidas nos lugares menos prováveis estão também incluídos no pacote sênior do filme.

Dwayne Johnson (The Rock), Ray Stevenson Adrianne Palicki assumem a liderança da equipe principal a partir de um determinado momento do filme. Os três funcionaram bem em tela, porém, assistir o trio foi ver um novo filme, e não a sequência de  G.I. Joe: A Origem de Cobra de 2009. Às vésperas de conferir esse novo trabalho, fiz questão de rever o original, afinal já fazia um tempo que tinha assistido. Entretanto, meu esforço para relembrar foi em vão, pois pouco pude aproveitar dos personagens do filme anterior, que mal são citados no começo dessa nova aventura.

Uma coisa tenho que concordar, a cena que mais é aproveitada pelo marketing do filme, com os ninjas nas montanhas, paga o valor do ingresso. Quando você pensa em virar para o lado de tão cansado de explosões, gritos e tiroteios, a contemplação do balé ninja faz jus o motivo de ter ido ao cinema. Incluída no filme de maneira aleatória e sem muito o que acrescentar à história, tentamos ignorar o fato e curtir a bonita composição dos elementos na tela.

Assistir G.I. Joe: Retaliação deve ser um momento no qual você busque um filme que não necessita de uma história. Aquele dia que você acorda querendo relembrar de clássicos de ação com cenas sem nexo que estão ali apenas por serem legais. Tenha em mente a criança que você foi quando tinha seus brinquedos e os colocavam apenas para duelar sem grandes motivações… assim como grandes líderes mundiais estão fazendo nesse momento, porém com nações inteiras.


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