Homem de Ferro 3 | Crítica do filme

Homem de Ferro 3 | Crítica do filme

nota3.5cartaz homem de ferro 3 - nacionalQuando chegamos aos créditos finais de Os Vingadores no ano passado, um momento saudosista já tomava conta do fã Marvel. Afinal, foram 5 anos de preparação para a chegada do tão aguardado filme que reuniria todos os heróis já apresentados individualmente nos filmes solos. A dúvida que pairava era de quais caminhos esses heróis iriam tomar após os acontecimentos vistos no filme, e como um novo arco de história seria inicializado. Homem de Ferro 3, o primeiro filme da chamada  fase 2 da Marvel, provavelmente estaria aí para começar uma nova série de cenas adicionais que resultariam uma nova reunião dos heróis em 2015… estaria, mas não esteve.

Completamente diferente dos dois anteriores, Homem de Ferro 3 consegue se destacar por ser um filme mais maduro, com um desenvolvimento de personagem excelente e bem contextualizado com o que a Marvel já fez até o momento no cinema, porém deixa na mão aqueles que esperavam mais encontros com o personagem Nick Fury e companhia.

Mais sombrio? Sim! Entretanto em meio de tanta tensão que a história produz ao decorrer de duas horas e dez de projeção, a cada 10 minutos temos uma fuga humorística daquelas excelentes que só Robert Downey Jre seu humor sarcástico conseguem provocar no público. Mesmo com esse vai e vem que não define se estamos vendo uma comédia, uma ação ou um drama, a história se mantém mais plausível e consegue ser o melhor dos três filmes do herói.

Traumatizado com os acontecimentos ocorridos em Nova York, Tony Stark é tomado pela obsessão de proteção. Percebendo que ele é apenas um “mecânico” em um novo universo no qual a ameaça também vem do espaço, o Homem de Ferro se vê diante de um terrorista que promete mostrar que o inimigo interno é tão perigoso quanto aos externos. O Mandarim (Ben Kingsley) é introduzido na história de uma forma muito inteligente, deixando o filme se misturar à realidade vivida pela população americana com os ataques da Al Qaeda.

De tamanha seriedade que o filme produz, não deveríamos nomeá-lo de Homem de Ferro 3, mas sim encontrar um novo título no qual enfatiza  o principal personagem que temos em tela: Stark, Tony Stark. Num estilo investigativo, que deixaria qualquer James Bond de calças curtas, Tony  tem um tempo muito menor com a armadura do que nos filmes anteriores fazendo com que apenas sua sagacidade seja o suficiente para o desenrolar da trama. Tony está tão James nesse filme que até nos créditos temos uma referências à franquia de filmes de 007.

O uso da tecnologia Extremis é bem interessante, principalmente por toda a lógica envolvida e o embasamento explicativo dado com um flashback, entretanto a maior polêmica se dará por conta dessa leva antagonista presente na história. Alguns caminhos, que apesar de gerarem um pensamento interessante, é capaz que não agradarão muito ao fã dos quadrinhos. Não me agradaram mesmo eu não tendo lido o arco das hqs. Certas escolhas infelizmente fizeram o filme ser prejudicado.

A adição de personagens e a importância dada à Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) fazem com que a leva de filmes Marvel a partir dessa segunda fase possa explorar novos caminhos que não estávamos contando. Algo que não deixa de ser interessante, pois mostra que não iremos apenas fazer um repeteco de história com uma nova roupagem e sim incluir no universo um direcionamento inesperado para os próximos lançamentos.

Mesmo com escolhas infelizes na trama e deixarem na mão o fã que esperava uma pista de Os Vingadores 2, Homem de Ferro 3 conseguiu recuperar-se do fraquíssimo segundo filme da franquia, e deixa um ar de nostalgia dos filmes que iniciaram todo um ótimo universo consolidado de heróis dentro dos cinemas. Se haverá um Homem de Ferro 4 ninguém sabe, porém se esse for o fim de uma franquia, terminou ao menos no auge.