Homem-Formiga | Crítica do filme

Homem-Formiga | Crítica do filme

 
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A próxima evolução do Universo Cinemático Marvel traz um dos fundadores dos Vingadores para a telona pela primeira vez com Homem-Formiga (Ant-Man) dos Estúdios Marvel, quando o grande ladrão Scott Lang deve aceitar seu herói interior e ajudar seu mentor, o Dr. Hank Pym, a proteger o segredo por trás de seu especular traje de Homem-Formiga de uma nova geração de grandes ameaças.

 

 

 

Estréia: 16 de julho de 2015

 

 

Em todo filme da Marvel, sem excessão, existe um advento toda vez que saio da exibição para a mídia e vou almoçar com alguns membros da imprensa que acabaram de ver o filme comigo, sempre o assunto em pauta é o longa a que acabamos de assistir. Isso ocorre desde o primeiro longa que assisti nessas exibições, “Os Vingadores”. Agradando ou desagradando, o assunto não consegue ser outro. No caso de “Homem-Formiga”, uns 20 minutos após começarmos a refeição percebemos que não havíamos falado absolutamente nada sobre o filme e nos questionamos: por que isso?

 

A Marvel acostumou seu público a sempre ter mais. Mais vilões, mais ação, mais minutos na história, mais referências aos quadrinhos. Em tudo o que os estúdios Marvel nos apresentou houve uma ambição em pelo menos um dos tópicos. Porém, o que acontece com Homem-Formiga, é menos. E não digo isso fazendo alusão ao tamanho do personagem. O filme é menos pretensioso, menos grandioso, com menos personagens… E se você já o julga ruim, aí que se engana, o filme é bom, porém, não é o bom Marvel com que estamos acostumados.

 

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Com uma trama extremamente simples, o longa tem a missão de apresentar o personagem, que para uma grande maioria do público não leitor de quadrinhos, é desconhecido. Com poucos minutos já entendemos quem é Hank Pym (Michael Douglas), qual sua relação com o universo Marvel e o que lhe motiva a encontrar um substituto para assumir as vestes de Homem-Formiga (Paul Rudd).

 

Diferentemente de seu filme antecessor, Vingadores: Era de Ultron, que tem sua história vagueando por diversos lugares do mundo, com um punhado de heróis que lutam contra vilões e entre si, Homem-Formiga tem a missão de invadir uma empresa e cometer um roubo que pode causar uma futura catástrofe. Só isso. Muito bem dosado no humor, o longa justifica ter como protagonista um nome conhecido nas comédias assumindo o manto de herói. A presença do veterano Michael Douglas é imprescindível para que o filme funcione, e sua participação é bastante ativa do começo ao fim.

 

Homem-Formiga encerra a segunda fase da Marvel nos cinemas, e ao olhar para todas essas histórias que foram contatas, uma questão ecoa no ar: Homem-Formiga é um filme digno para encerramento de um universo tão rico quanto ao que o estúdio vem construindo todos esses anos? Na minha opinião não.

 

 

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A escolha do título para essa conclusão foi um equívoco enorme por diversas razões. O filme, apesar de bom, não te empolga ao ponto de sair por aí falando sobre a trama e aguardando ansiosamente por mais um capítulo da saga, diferentemente de outros longas do estúdio, como o primeiro “Vingadores”, que apresentou o vilão Thanos em sua cena pós créditos, e Guardiões da Galáxia”, que introduz de uma forma eficaz novos personagens que se situam em uma localidade diferente da Terra, e ainda une os universos através do mesmo personagem, Thanos.

 

Em Homem-Formiga, também, a Marvel perdeu a excelente chance de introduzir muita coisa interessante que o próximo ano promete, como a Guerra Civil que será o terceiro capítulo do filme solo do Capitão América e que apresentará o herói que todos gostariam de ver na Marvel Studios, Homem-Aranha. Tal filme promete ser tão grandioso quanto os Vingadores, e duração de projeção nesses longas é um bem valioso para se contar uma história de forma prudente. Não daria para encaixar elementos desse filme, fazendo pequenas referências ao que veremos em maio de 2016 e, além de tudo, evitar um filme longo demais? Tempo para isso tinha, mas optaram por não fazer.

 

A meu ver, “Homem-Formiga” agrada e consegue ser bom, mas falha miseravelmente em ser a conclusão de um universo maior. Sua dinâmica em crescer e diminuir o personagem leva o herói a uma ação e movimentação de câmera extremamente divertida, que nenhum outro filme consegue fazer por causa de uma característica única que o Homem-Formiga possui, crescer e diminuir de tamanho. Suas cenas adicionais não são dispensáveis, como o estúdio infelizmente fez em “Homem de Ferro 3”, porém não mostram mais do que todos já esperavam. Seu 3D, assim como na grande maioria dos filmes lançados hoje, é extremamente inútil, já que a profundidade que exige o efeito não é bem aproveitada na fotografia. É um filme divertidíssimo, mas que lamentavelmente você sairá da sala muito mais empolgado com o que irá jantar do que o próximo e promissor filme da Mavel Studios, Capitão América: Guerra Civil.

 

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