Interestelar | Crítica do Filme

Interestelar | Crítica do Filme

 
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Com o nosso tempo na Terra chegando ao fim, um time de exploradores é responsável pela missão mais importante da história da humanidade: viajar além desta galáxia para descobrir se a raça humana tem futuro além das estrelas.

 

 

Estréia: 06 de novembro 2014

 

 

 

Lançamento de um filme de Christopher Nolan está se tornando a cada dia um evento para os amantes de cinema. Não é pra menos. Foi o rapaz que trouxe às telas uma nova vida ao herói Batman, tão difamado nos últimos filmes dos anos 90, e também foi o diretor cultuado por A Origem, que fez explodir milhares de cabeças com seu final “aberto”. Interestelar, porém, também tem o toque Nolan de ser, mas em sua essência, e não em uma repetição de estilo.

 

Dessa vez somos levados de uma Terra destruída pelo ser humano à esperança de encontrar uma nova casa além das estrelas. Infelizmente não tem como dar muitos detalhes sem entrar no campo dos spoilers, mas todo o filme é cíclico, tal como um planeta. É impressionante como o menor dos detalhes faz uma grande diferença para o destino dos personagens em tela.

 

Se em A Origem o diretor entra no campo dos sonhos, dessa vez o filme se pauta no sonho da conquista espacial. Para quem entende de astrofísica e da teoria da relatividade, o filme é um prato cheio. Para quem não entende, pode ser perder um pouco nas explicações dados pelos personagens.

 

Durante toda a projeção me lembrei que a exato um ano, a Warner nos trouxe o excelente Gravidade, onde a personagem de Sandra Bullock luta por sua sobrevivência, e agora, a mesma distribuidora nos trás um filme que continua essa exploração galática, porém com um dilema muito maior que apenas uma vida.

 

Talvez eu seja repetitivo ao dizer que Matthew McConaughey está excelente no filme… afinal, o que ele não tem feito que não está excelente? Já Anne Hathaway tem um personagem mais morno. Achei tanto sua participação quanto a de Michael Cane sem grande impacto (apesar de seus personagens serem fundamentais na história).

 

O filme apesar de explorar o infinito podemos dizer que ele é tão intimista e reflexivo, que nos faz questionar origens, futuro e a existência humana. É um daqueles que lhe fará sair do cinema, ir para a praça de alimentação e ter excelentes discussões sobre a vida com os seus amigos. Interestelar é mais uma obra de Christopher Nolan, que não vai decepcionar em nada aos milhares de fãs do diretor. Gosto de compara-lo com o Steven Spielberg dos anos 80 e início dos anos 90, onde cada filme era um acontecimento único. Que Nolan tenha uma longa vida produtiva e que nos presenteie com mais filmes como esse.