Jumanji: Bem Vindo à Selva | Crítica do Filme

Jumanji: Bem Vindo à Selva | Crítica do Filme

 

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Sinopse:

Nessa nova aventura estrelada por Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan, quatro amigos inesperados são sugados para dentro do perigoso mundo de Jumanji e são transformados nos avatares que escolheram no jogo. Eles terão que enfrentar a aventura mais perigosa de suas vidas, ou ficarão presos em Jumanji para sempre.

Diretor:

Jake Kasdan

Elenco:

Dwayne Johnson, Kevin Hart, Jack Black, Karen Gillan e Nick Jonas

Data de estreia:

04 de janeiro de 2018

Anos após um clássico da sessão da tarde ter conquistado toda uma geração de fãs, eis que Dwayne The Rock Johnson lidera um elenco estelar em “Jumanji: Bem Vindo à Selva”, uma sequência que, acertadamente, não tem nada a ver com o original.

The Rock continua sua ascensão em Hollywood ao posto de “maior astro de filmes de ação” com louvor. Após ter elevado a franquia Velozes e Furiosos, o ator tem sido requisitado para todo o tipo de filme, e até mesmo com bombas unânimes (“Baywatch), sua atuação nunca é o alvo das críticas e seu carisma continua conquistando o público, que passa a reconhecê-lo cada vez mais. Em “Jumanji: Bem Vindo à Selva”, este carisma vem bem à calhar.

Um dos grandes méritos desta nova aventura é a química do elenco que permeia a maior parte dos diálogos. O elenco se mostra muito confortável e entusiasmado com a proposta de interpretarem adolescentes típicos de um filme colegial, e proporcionam momentos cômicos impagáveis ao melhor estilo “Sexta-feira muito louca”.

Ver Jack Black, um comediante que estava em decaída, brilhar com o papel de uma adolescente mimada e fútil é surpreendemente divertido. Muitos dos melhores momentos do filme ficam por conta de suas interações com os outros personagens.

Além dos problemas adolescentes, outro grande acerto do filme foi trabalhar os clichês e elementos de videogames com clara intenção de atingir um público mais jovem, acostumado à jargões típicos e temáticas recorrentes. Um exemplo perfeito é quando o personagem de The Rock se refere à um guia da selva como sendo um “NPC“, um personagem não-jogável, que possui apenas falas programadas.

É uma proposta que resgata o sentimento de “imersão” carregado pelo filme original, e o atualiza para um novo público que agora se vê muito mais interessado em adentrar os videogames e suas peculiaridades. E por sorte, as relações com o filme anterior acabam por aí (a não ser por uma rápida menção ao personagem de Robin Wiliams que ficou preso em Jumanji por vários anos).

Ao decidir por jogar os personagens no mundo de Jumanji, ao invés de trazer a selva até o mundo real, o filme consegue construir sua própria mitologia sem ser desrespeitoso e desenvolve o tipo de empolgação que o público costuma esperar de filmes de aventura, mas que constantemente é executado de maneira descuidada.

Mas o filme não está isento de alguns erros comuns do gênero. Com um objetivo demasiadamente simples, o filme acaba se tornando um tanto arrastado ao final do segundo ato, uma vez que a história não consegue manter o interesse do público muito além da meta final. Era o caso de se construir tramas secundárias mais interessantes ou expansões de universo mais intrigantes.

Outro defeito de “Jumanji: Bem Vindo à Selva” (embora este, talvez, não seja tão justo, ao surgir por comparação) é a falta do elemento de terror que completava o filme original de maneira tão adequada. Ao não subestimar a audiência infantil, o original foi capaz de conquistar a empolgação do espectador, que se via pego alerta à todo momento. “Jumanji: Bem Vindo à Selva” não traz o mesmo sentimento, e acaba apostando todas as fichas no ritmo da aventura.

Para quem está procurando um filme “pipoca” ideal para assistir durante as férias, não precisa mais procurar.“Jumanji: Bem Vindo à Selva” é uma diversão descompromissada que vai agradar diferentes públicos e, possivelmente, abre a possibilidade de vermos ainda mais obras nesta que, agora, é uma franquia.