Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica do Filme

Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica do Filme

 

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Sinopse:
Três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Owen e Claire retornam à ilha para salvar os animais restantes e encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta.Diretor
J.A. Bayona

Elenco:
Chris Pratt,Bryce Dallas Howard, James Cromwell, Ted Levine, Justice Smith, Geraldine Chaplin, Daniella Pineda, Toby Jones, Rafe Spall, BD Wong e Jeff Goldblum.

Data de estreia:
21 de junho de 2018

 

Você se lembra a primeira vez que viu um dinossauro? Eu me lembro, e foi em Jurassic Park, em 1993, quando o amor pelos filmes de monstros fez Steven Spielberg fazer um clássico do cinema. O mesmo encantamento que os personagens tinham ao chegar ao parque dos dinossauros e ver um dinossauro vivo foi igualmente semelhante à sensação do espectador ao ver pela primeira vez nos cinemas com tamanha perfeição as lendas pré-históricas que jamais coexistiram com o homem. Hoje, 25 anos depois, a tecnologia evoluiu e o que assistimos nos cinemas não causa o mesmo impacto que Jurassic Park causou em 1993. Mas o que faz irmos até os cinemas assistir o quinto filme da franquia, Jurassic World: Reino Ameaçado, e o que nos faz sair como se fosse a primeira vez que estamos vendo um dinossauro?

Se tem uma coisa que fez muito bem para esse novo filme é um nome: J.A. Bayona, diretor que substituiu Colin Trevorrow na sequência dessa já confirmada trilogia que se encerra em 2021. A tensão formada por aquele universo já é sentida nos primeiros minutos do filme, que traz novos elementos para a franquia e ao mesmo tempo homenageia o original. O filme pode cometer alguns erros que soam como reciclagem de ideias já apresentadas antes, mas consegue a todo instante sair do terreno aparentemente confortável e levar a trama para um caminho novo.

Temos um cenário bem semelhante ao que vimos na primeiro sequência do longa, Jurassic Park: O Mundo Perdido. Por alguns momentos achamos inclusive estar vendo o mesmo filme com justificativa semelhantes no roteiro, mas a trama não esquece de sementes plantadas no filme anterior e levam a história para um novo patamar. Trazer novamente ao elenco Jeff Goldblum foi uma boa sacada. O ator que esteve nos dois primeiros filmes da franquia retorna para construir todo terreno político social que o filme se baseia.

Na trama temos os dois protagonistas do longa anterior, Bryce Dallas Howard que interpreta Claire Dearing e Chris Pratt que interpreta Owen Grady lidando com a pós-catástrofe do extinto parque Jurassic World. Conforme no próprio trailer apresenta, ambos estão lidando com suas relações pessoais quando o vulcão localizado na ilha Nublar volta à ativa e eles são escalados para resgatar as últimas espécies vivas de dinossauros que residem na ilha. Como podemos ver no trailer as coisas não dão muito certo e a luta pela sobrevivência volta ser o tema principal.

Até esse momento temos apenas uma reprise do mesmo que já foi mostrado, até o filme te surpreender e levar para novos caminhos. Nesse ponto da história só se passaram 40 minutos do longa e muita coisa não explorada antes vai surgir na frente dos protagonistas. A relação que temos na torcida pela sobrevivência dos personagens humanos muitas vezes vai se reverter conforme são apresentando os fatos.

Esse é o primeiro longa que não temos com tanta repetição o belo tema composto por John Williams para o filme original. Ela é apresentada em momentos pontuais, mas Michael Giacchino, compositor da trilha do filme apresenta trilhas que possuem vocais com coral, o que dá uma nova e grandiosa atmosfera para o longa.

Lembro que quando assisti Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, achei o filme digno da franquia pois trouxe à tona a nostalgia que o primeiro longa causou. No entanto assistindo Jurassic World: Reino Ameaçado percebo que é a real sequência que Jurassic Park merecia. A sensação é que pegaram a mesma base da primeira sequência, Jurassic World: O Mundo Perdido, e corrigiram todos os erros que Spielberg cometeu na continuação. É um remake da primeira sequência que pode trazer ideias semelhantes mas que não se acovarda de tomar decisões definitivas para o universo apresentado.

Jurassic World: Reino Ameaçado não é a primeira vez que você verá um dinossauro, tão pouco a última, mas o compromisso que a produção teve em apresentar a ficção mais semelhante possível com o “real” mesclando perfeitamente o CGI com os animatrônicos, vai fazer você sentir vendo os dinos pela primeira vez, e isso, já é o suficiente para sair de casa e ir aos cinemas viver um porquinho mais nesse mundo no qual criaturas extintas e humanos são postos lado a lado.