Kingsman: O Círculo Dourado | Crítica do Filme

Kingsman: O Círculo Dourado | Crítica do Filme

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Sinopse:

Um súbito e grandioso ataque de mísseis praticamente elimina o Kingsman, que conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como remanescentes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem onde trabalham os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato.

Diretor:

Matthew Vaughn

Elenco:

Taron Egerton, Jeff Bridges, Channing Tatum, Pedro Pascal, Colin Firth, Halle Berry, Mark Strong

Data de estreia:

28 de Setembro

A franquia Kingsman chegou cativando o público em 2015 com sua sátira afiada dos filmes de espiões britâncos e seu estilo excêntrico vindo das HQs de origem. Dois anos depois, eis que temos Kingsman: O Círculo Dourado, a continuação da história de Eggsy após a morte de seu mentor. A expectativa é grande, e ela pode ser fatal para a experiência do espectador.

Kingsman: O Círculo Dourado nos traz tudo que funcionou no primeiro filme, com alguns elementos até mais presentes do que da última vez. A icônica cena de luta na igreja de “O Serviço Secret0″ tenta ser replicada diversas vezes por aqui, mas não consegue replicar o mesmo impacto.

Quem vai ao cinema esperando ver cenas de ação empolgantes, não tem do quê reclamar. Matthew Vaughn continua dando grande destaque para suas sequências de ação, perseguição e tiroteio, sempre carregado do seu modo de filmar característico. Assim como nos filmes de Kick Ass e no primeiro Kingsman, Vaughn filma ação com muita agilidade, intercalando alguns realces em movimentos específicos com câmera lenta.

São sequências feitas todas do mesmo jeito, mas todas muito bem feitas. Para quem é fã do gênero, há muito o quê se aproveitar por aqui. Se a busca é por inovação, aí é outra história…

Taron Egerton interpreta novamente o Eggsy e parece mais confortável com os contrastes do papel. É bom saber que o segundo filme não esqueceu completamente as origens do personagem, apesar de não termos mais aquele choque de culturas que tinhamos no primeiro filme. Também retornando, temos Colin Firth no papel de Harry que, sinceramente, não deveria ter voltado.

Um leva de novos atores completam o elenco do filme, contando com Channing Tatum (que está imperdoavelmente desperdiçado no filme), Halle Berry, Jeffrey Bridges e Pedro Pascal. Julianna Moore também integra o elenco como a nova vilã “Poppy”, que não deixa a desejar quando à comparamos com o vilão de Samuel L Jackson. Ela possui sua própria personalidade e carisma, e traz o mesmo nivel de excentricidade que aprendemos a esperar da franquia.

Kingsman: O Círculo Dourado sofre muito com a quantidade de sub-tramas e personagens coadjuvantes que apresenta. Enquanto no primeiro filme tinhamos uma trama muito mais focada, com viradas de roteiro bem expostas, o segundo filme precisa fazer malabarismo com a volta de Harry, os dramas de pessoais de Eggsy, sua rivalidade com outro personagem do primeiro filme, a introdução dos Statesman (o quê inclui estabelecer os novos personagens e seus próprios conflitos), além da trama geral que envolve a vilã de Julianne Moore.

Diversos personagens poderiam ter sido descartados, e ter tido suas tramas mescladas com as de outros personagens. Fica um sentimento de que “O Círculo Dourado” se preocupou até demais com a expansão do universo, preparando a franquia para futuros filmes e spin-offs. Com um universo divertido como este, a expansão é tentadora, mas sempre corremos o risco de crescer rápido demais.

O filme possui uma trilha sonora intensa, com diversas versões de “Take me home, country roads”. Funciona muito bem para o tom do filme, e ajuda a manter o ritmo necessário para estas mais de duas horas.

Kingsman: O Círculo Dourado, infelizmente, é inferior ao primeiro filme. Não traz a mesma audácia, e nem de longe ,o mesmo impacto. Mas é um filme de ação competente, com um elenco chamativo, e deve entreter o público sem problemas. Vamos esperar que Matthew Vaughn (mesmo com todo óbvio talento para o gênero) consiga se conter um pouco mais na hora de continuar a expansão desta que com certeza é uma das franquias mais interessantes atualmente.