Mad Max: Estrada da Fúria | Crítica do Filme

 
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Atormentado por seu passado turbulento, Mad Max acredita que a melhor forma de sobreviver é andar sozinho. Mesmo assim, ele acaba se unindo a um grupo em fuga pelas Terras Desertas, na Máquina de Guerra pilotada pela Imperatriz Furiosa. Eles escaparam da Cidadela controlada pelo tirano Immortan Joe, de quem algo insubstituível foi roubado. Furioso, o Senhor da Guerra reúne suas gangues e persegue os rebeldes sem piedade na intensa Guerra de Estrada que se desenrola. Tom Hardy (“Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”) estrela no papel-título em Mad Max: Estrada da Fúria — quarto filme da história da franquia.

 

 

 

Estréia: 14 de maio de 2015

 

 

 

Depois de uma sequência de filmes como Babe: O Porquinho Atrapalhado na Cidade, Happy Feet: O Pinguim e Happy Feed 2: O Pinguim, George Miller no auge de sua aposentadoria resolve voltar às suas raízes 36 anos depois do lançamento do primeiro Mad Max. Aos 70 anos esse senhor nos prova que cinema de ação ainda tem muito o que explorar, e que a velha fórmula de filmes de perseguição não vai mais rolar. Mad Max: Estrada da Fúria consegue ser maior, mais insano, mais intenso, mais… mais… enfim, é o filme que o cinema precisava.

 

Cheguei até Mad Max há uns 15 anos, indicado por primo. Na época, já tinha visto trechos na sessão da tarde, principalmente do terceiro filme, porém, só agora revisitando a trilogia me preparando para o novo filme, me deparo que nunca tinha visto o primeiro de 1979. O que me chama atenção é que Mad Max, só é protagonista de sua história justamente nesse primeiro. Tanto o Mad Max: O Guerreiro da Estrada quanto Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, o personagem antes vivido por Mel Gibson, é mero coadjuvante em sua própria história. Nesse novo longa, agora com Max na pele do excelente Tom Hard, Max também está ali vivenciando uma história que pertence à outros personagens… e que personagens!FURY ROAD

 

O universo construído por Miller é o que torna essa aventura muito mais interessante. O fato dele ser gradativo a cada filme, nos deparamos cada vez mais com a insanidade humana em busca de recursos para manter-se viva. Percebe-se que nesse novo longa, pela primeira vez Miller conseguiu criar seu mundo da forma como sempre imaginou. Limitações técnicas nos anos 80 fizeram com que não tivéssemos toda a noção de destruição que aquelas pessoas ali vivem. O talento do diretor nos transporta fácil, principalmente no segundo longa, para a corrida pela vida, mas agora em Mad Max: Estrada da Fúria, tal corrida lhe faz tirar o fôlego dentro das salas de cinema. Nunca imaginei que um filme conseguisse ser tão sensorial sem precisar de cadeiras mexendo, odor, e tão menos óculos 3D.

 

Fora a direção de arte presente no longa, que já nos trailers podemos ver a imensidão de detalhes que o filme se preocupou, a trilha sonora é redonda. Tal sincronia com o que é visto em tela nos trás até uma pequena gag dentro do longa onde um guitarrista acompanha a ação o tempo todo. Uma solução excelente para um filme que possui tão poucos alívios cômicos.

 

FURY ROAD

 

A substituição de Gibson por Hard não atrapalha em nada o reconhecimento do personagem. Hard visivelmente estudou expressões de Gibson para poder dar vida à Max nas telas. Assim como nos longas anteriores, diálogos do protagonista são raros. O filme é completamente visual, e dá para se contar nos dedos as vezes que vemos Tom Hard falar.

 

Para uma Warner carente de franquias e que aguarda ansiosamente o começo de um universo cinematográfico da DC Comics a partir do ano que vem, Mad Max: Estrada da Fúria vem como um grande presente ao estúdio. Mais um longa memorável que deverá ser colocado aos grandes filmes que eles já produziram. Depois desse filme vai ser difícil não ser mais crítico aos filmes de ação. Miller provou que cinema de ação não é tudo a mesma coisa e que há sim como fazer diferente, como ser melhor, como entregar um filme verdadeiramente bom, mesmo estando em seu quarto volume.



 

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Rodrigo Santuci

Publicitário por profissão e cinéfilo por paixão. É o fundador do site Plugou. Apaixonado por cinema desde pequeno, nunca se incomodou em passar horas sozinho tentando entender como os filmes funcionam. Apaixonado por quadrinhos e games apesar de ter abandonado os dois com os passar dos anos. Tem dificuldade para jogar qualquer coisa mais complexa que Alex Kidd in Miracle World. Trabalha com Internet desde 1999 e já foi diretor de arte nas maiores agências de publicidade da Brasil. Em 2000 abriu junto com o jornalista Matheus Mocelin Carvalho e o ilustrador Fernando Ventura o Disney News e o AnimationS fórum (um dos principais canais de comunicação entre admiradores de cinema de animação). Em abril de 2012 começou o projeto Plugou e se dedica diariamente encontrar novos diferenciais para o portal.