Missão Impossível: Efeito Fallout | Crítica do Filme

Missão Impossível: Efeito Fallout | Crítica do Filme

 

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Sinopse:
Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt (Tom Cruise) e o time do IMF unem forças em ação numa corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passados.

Diretor:
Christopher McQuarrie

Elenco:
Tom Cruise, Henry Cavill, Rebbeca Fergusson, Simon Pegg, Ving Rhames, Alec Baldwin, Angela Basset, Vanessa Kirby, Michele Monaghan

Data de estreia:
26 de Julho de 2018

A franquia Missão Impossível já passou por diversas abordagens em seus mais de 20 anos de existência. Começando nos anos 90, com Brian De Palma trazendo sua nova versão para a tela grande, a franquia pode ter tido seus altos e baixos, mas a grande constante sempre foi o astro Tom Cruise se dispondo a testar os limites do quê um ator é capaz de fazer em um filme de ação. Missão Impossível: Efeito Fallout” serve como uma grande culminação para esta empreitada, e consolida MIssão Impossível como uma das grandes franquias que merecem a devida atenção.

Seja em relação ao gênero, época ou orçamento, é normal avaliarmos um filme com maior foco em um aspecto ou outro, procurando relevar potenciais inexplorados ou construções simplistas em função de uma proposta mais específica que a obra venha a apresentar. Com os filmes de “Missão Impossível”, a relevância da trama ou a própria construção do roteiro em si costumam ser deixados em segundo plano (John Woo começou a filmar Missão Impossível 2 mesmo sem ter o roteiro finalizado). Com “Efeito Fallout”, a franquia da um passo para trás neste sentido, se comparado com seu antecessor “Nação Secreta” que trouxe um bem vindo vigor à trama da franquia.

Dirigido por Christopher McQuarrie (o mesmo de “Nação Secreta”), o novo filme deixa bem claro que seu grande foco está na construção de sequências mirabolantes envolvendo Tom Cruise executando manobras inacreditáveis com pesadas doses de adrenalina. Não demora muito para o espectador se pegar ansioso pela próxima grande cena de ação, sem dar muita importância para a trama em si, e esta parece ser exatamente a sensação que McQuarrie busca em seu novo filme (tal qual o PédeCoelho do terceiro filme, o “McGuffin” de “Efeito Fallout” é nada menos que o grande clichê dos filmes de ação/espião: plutônio).

O ritmo acelerado e a trilha sonora exuberante se encarregam de manter a atenção do espectador em meio às circunstâncias previsiveis desta nova história. Na montagem, há um trabalho cadenciado em que se busca dar alguns respiros ao espectador. A trilha, por outro lado, se mantém mais constante, com construções extensas ampliando a expectativa do público perante o grande climax de cada cena. É um trabalho excitante de pós-produção que exibe o entusiasmo do diretor e da equipe com as sequências de ação que possuiam em mãos.

McQuarrie também não deixa passar algumas oportunidades de trazer um pouco mais de peso ao seu roteiro com singelas referências evocativas e subtextos momentâneos em meio à toda ação. Em determinado momento, Ethan Hunt encara uma tempestade abaixo do avião do qual está prestes a saltar. Ele hesita, diferente do personagem de Henry Cavill que decide literalmente “pular no meio da tempestade”. São pequenos detalhes aproveitáveis que agregam aos personagens e suas funções dentro de um roteiro que não se preocupa com grandes construções.

Outro grande ponto positivo filme está no fato da franquia ter realmente encontrado a sua maneira de fazer uma equipe de espiões funcionar ao lado do astro, Tom Cruise. Desde “Protocolo Fantasma”, os filmes vem trabalhando a dinâmica de equipe entre os personagens principais (com Simon Pegg, Ving Rhames e Rebecca Fergusson retornando) com descontração, porém sem esquecer de enaltecer as capacidades destes outros personagens.

Ao final da sessão, é muito pouco provável que o espectador não sinta que seu dinheiro valeu a pena. Se o quê queria era um filme de ação, temos aqui um excelente blockbuster que apesar de possuir uma história simples, consegue entregar a adrenalina e visuais fascinantes. Não há nada mais que poderiamos esperar deMissão Impossível: Efeito Fallout”, e tudo indica que o futuro da franquia pode ser ainda melhor.