Need For Speed | Crítica do Filme

Need For Speed | Crítica do Filme

 
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Após sair da prisão, um piloto de rua entra em uma corrida pelo país para se vingar do antigo parceiro que o incriminou.

 

Estréia: 14 de março de 2014

 

 

 

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Com a série Velozes e Furiosos chegando à sua sétima sequência que será lembrada  pelo trágico acidente ocorrido por um de seus protagonistas, o ator Paul Walker, a necessidade de encontrar um substituto para uma franquia que se tornou uma fábrica de fazer dinheiro ficou ainda maior. Resgatar para o cinema o nome Need For Speed seria um sinônimo de sucesso na cabeça dos produtores e estúdio, já que a franquia de games faz tanto sucesso e consegue ser conhecida até por aqueles que nem são tão fãs do gênero (como eu por exemplo). O que o estúdio não contava é que a inexperiência na direção de Scott Waugh, poderia por tudo a perder. Foi exatamente o que ocorreu quando fui conferir ao filme.

 

Além da marca forte do game, o filme ainda conta com o nome de Aaron Paul. que ficou conhecido por sua excelente participação na série Breaking Bad. O ator assume a liderança no papel de Tobey Marshall, um mecânico que compete com carros de alta potência em um circuito não oficial de corridas de rua. Marcado pela perda do pai, Tobey assume sua oficina mecânica e mesmo sem intenção é obrigado a se associar ao rico e arrogante ex-piloto da NASCAR Dino Brewster (Dominic Cooper). No momento em que Tobey está prestes a fechar uma grande venda com a revendedora de automóveis Julia Bonet (Imogen Poots), que resultaria na salvação de sua oficina, uma fatalidade ocorre e Tobey que é acusado injustamente. Anos mais tarde, movido por vingança o rapaz parte para uma viagem em busca de retomar aquilo que perdeu e provar sua inocência.

 

Apesar da sinopse beirar um drama, a falta de tato que e o diretor teve ao contar a história faz com que o público não compartilhe do sofrimento do protagonista. Entre uma cena e outra são jogados tantos personagens na tela, que a simples trama acaba ficando confusa. Dentre a lista de absurdos que podemos listar no decorrer do longa temos um presidiário pedindo para uma guarda um iPad (e tendo sucesso em seu desejo) e a única prova de um crime sendo usada em uma corrida.

 

Abstraindo a falta de coesão na história e seus elementos, o filme atende de forma satisfatória as cenas de corrida e consegue resgatar a lembrança do conhecido game, e vamos convir, é exatamente isso que o público fã do gênero vai atrás ao comprar um ingresso para ver esse tipo de filme. A fotografia no segundo ato é excelente e serviu como um cenário perfeito para as corridas.

 

Não foi dessa vez que Velozes e Furiosos encontrou um substituo à altura, mas talvez com uma direção melhor e uma história mais desenvolvida para uma continuação, é capaz que Need For Speed consiga encontrar um caminho na estrada dos blockbusters.