No Limite do Amanhã | Crítica do Filme

No Limite do Amanhã | Crítica do Filme

 
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Major William Cage (Cruise) é repentinamente destacado para uma missão suicida e combater um grupo alienígena. Morto em alguns minutos, ele se vê inexplicavelmente num looping temporal e é forçado a repetir o mesmo dia diversas vezes.

 

Estréia: 29 de maio de 2014

 

Quando olhamos Tom Cruise no cartaz de um filme, podemos esperar qualquer coisa. De um roqueiro bêbado dos anos 80 a um clone que vive em uma estação espacial, o ator vem acumulando uma série de insucessos na carreira desde Missão Impossível: Protocolo Fantasma. O que anima em falar de No Limite do Amanhã é que finalmente podemos dizer que o cinquentão volta à sua boa forma em um filme bom e intrigante. Ao lado da irreconhecível Emily Blunt protagoniza a segunda produção do verão americano de 2014 que tem suas raízes no oriente.

 

No Limite do Amanhã é um longa inspirado no mangá All You Need is Kill (em uma tradução livre seria “tudo o que você precisa é morrer“) escrita por Hiroshi Sakurazaka e lançada em 2004. O título do mangá expressa extremamente bem o que o protagonista do longa precisa para resolver todos os seus problemas. Esse que é o principal estopim da história consegue ser a parte mais divertida e ao mesmo tempo prejudica o senso de urgência no filme.

 

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Tom Cruise é um major do exército desempenhando um papel de relações públicas quando seus superiores o colocam na linha de frente na luta contra um grupo de alienígenas numa batalha considerada invencível. Visto pelos colegas como um completo inútil rapidamente é morto em batalha. Contudo, inexplicavelmente ele acorda no dia seguinte e repete tudo o que passou anteriormente, e quando morto novamente, acorda de novo. Claro que com isso ele vai ganhando experiência e descobrindo a um passo de cada vez o que aconteceu, principalmente quando encontra a personagem de Emily Blunt, que parece entender bem o que o rapaz está passando.

 

O filme agrada muito a fãs de ficção científica e apaixonados por viagens no tempo (como eu), porém acaba perdendo um pouco a sensação de perigo  na jornada por ter uma solução muito fácil para o problema ali apresentado: morrer e começar novamente. O longa possui um início um pouco travado no qual nos apresenta aquela nova realidade desenhada na história, mas depois disso entra num ritmo frenético com exoesqueletos, alienígenas, invasões, guerras e explosões que fazem valer a pena o valor gasto no ingresso do cinema, porém, depois da explicação do porque ele volta à vida toda vez que fracassa no campo de batalha, o filme dá uma caída e tudo o que você quer saber é o desfecho da história.

 

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Num primeiro momento pode-se até confundir o filme com muitos outros que você assistiu. Sua atmosfera lembra muito Tropas Estrelares, mas logo ganha uma identidade própria . Os apreciadores de games logo irão ter uma identificação com a premissa apresentada. Alias, talvez se na conclusão tivéssemos apenas um “game over” o final teria sido um pouco mais interessante. No momento que a trama exige um pouco mais do personagem, e lhe é apresentado um problema que não teria uma fácil solução, a história logo providencia uma ponta para que o filme possa ganhar uma possível sequência.

 

O tralho corporal que os dois protagonistas tiveram para esse filme é admirável. Tom Cruise já pontua seus 52 anos e continua correndo como ninguém. O ator consegue protagonizar cenas de ação com muito mais energia que muitos atores de vinte e poucos anos por aí. Emily Blunt, por sua vez, está bombada. Para viver a personagem Rita, percebe-se que precisou ter uma rotina de exercícios muito intensa. Até esse filme Emily era pra mim ainda aquela menina que queria ir para Paris em O Diabo Veste Prada, agora, é uma incrível atriz de ação que pode facilmente protagonizar possíveis filmes do gênero… além de poder destruir Paris, como o próprio cartaz do filme nos mostra.
 
No Limite do Amanhã pode não ser um filme marco na carreira de ninguém. O diretor Doug Liman ainda vai ser conhecido por Identidade Bourne e Mr. & Mrs Smith, mas isso não anula o fato de ser um excelente entretenimento no gênero ficção científica. Torçamos que Tom Cruise venha com a  mesma energia para seu próximo filme, o quinto longa da série Missão Impossível que estréia ano que vem.