O Destino de uma Nação | Crítica do FIlme

O Destino de uma Nação | Crítica do FIlme

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Sinopse:

Nessa nova aventura estrelada por Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan, quatro amigos inesperados são sugados para dentro do perigoso mundo de Jumanji e são transformados nos avatares que escolheram no jogo. Eles terão que enfrentar a aventura mais perigosa de suas vidas, ou ficarão presos em Jumanji para sempre.

Diretor:

Joe Wright

Elenco:

Gary Oldman, Kristin Scott, Lily James, Ben Mendelsohn,

Data de estreia:

11 de janeiro de 2018

Filmes centrados durante a Segunda Guerra Mundial sempre atiçaram o interesso do público desde… bem, a guerra. Existe algo magnífico em poder comtemplar o estado do mundo durante o maior conflito já registrado na nossa história. A escala e os riscos são enormes e, consequentemente, também seu seus personagens principais. Um destes personagem é Winston Churchill, ex-primeiro ministro britânico que liderou o Reino Unido durante este aterrorizante conflito. Sua história é mais uma vez levada para a tela dos cinemas com O Destino de uma Nação”.

Como disse, as figuras históricas da Segunda Guerra Mundial já foram retratadas tantas vezes em diferentes mídias que passamos a enxergá-las quase como semi-deuses. Pessoas de extrema importância que tiveram de tomar decisões cruciais para o futuro da humanidade, e foram responsáveis por alterar o mundo em questão de dias.

Churchill representava uma direta contraparte de Adolf Hitler. Durante a primeira metade da segunda guerra, o fuhrer alemão avançou por dentro da Europa devastando tudo em seu caminho. Chegou-se a considerar a possibilidade real de que a Alemanha se tornaria a grande potência controladora do mundo moderno, e a Inglaterra era o último grande empecilho antes deste objetivo. (Isso, claro, antes de Hitler quebrar seus acordos de neutralidade, fazendo com que os EUA e a Rússia entrassem na brincadeira, alterando completamente o cenário).

O Destino de uma Nação”. retrata a resistência britânica na figura de WInston Churchill e, aproveitando-se de relatos e registros dos discursos do primeiro ministro, joga o holofote nos bastidores de um jogo de guerra praticamente perdido para a Inglaterra. Trazendo a tona a possiblidade real de rendição perante as forças alemãs, o personagem se vê em conflitos tanto externos quanto internos que são magistralmente interpretados por Gary Oldman.

Oldman é um daqueles atores que embora não tenha sido tão reconhecido por premiações, caiu no gosto do público por constatemente entregar performances excelentes e memoráveis, Com a direção de Joe Wright extremamente direcionada para ressaltar sua atuação, o ator aproveita seu momento de destaque, e encarna a figura histórica com fidelidade, porém distinção.

A figura de WInston Churchill está longe de ser o lider perfeito que acaba muitas vezes sendo superficialmente retratado. Seu comportamento não era dos mais políticos, e suas estratégias nem sempre eram de fácil compreensão (ou mesmo racionais). EmO Destino de Uma Nação“, o roteiro trata Churchill como um personagem mais “caricato” , muitas vezes sarcástico, e acerta em ressaltar suas peculiariedades ao colocá-lo em paralelo com outros personagens. Torna-se assim, um personagem interessante de se acompanhar.

Embora o filme seja demasiadamente lento durante um extenso segundo ato, o personagem acaba entregando diversos momentos de alívios cômicos com seu comportamento rebelde que são muito bem vindos e sustentam a atenção do espectador. Creio que a lentidão se dê, principalmente, graças ao foco excessivo da história em sua trama principal, deixando sub-tramas mais descompromissadas e humanas apenas para pontuar alguns respiros do roteiro.

No ínicio, somos apresentados ao personagem pela visão de uma recém-contratada datilógrafa que é logo destratada por Churchill. Mas ao invés de seguirmos esta linha onde enxergamos o personagem de fora, o filme não perde tempo em alterar sua visão para o protagonista, e permanecemos assim pelo resto do filme.

É necessário dedicar alguns elogios para fotografia do filme, que embora possa parecer um tanto mais escura que outros trabalhos do diretor, traz um excelente trabalho de enquadramento que guia muito bem a atenção do espectador ao longo de extensos diálogos. Mais uma vez, as atuações são propositalmente evidenciadas, e fazem bom uso de seu destaque. O uso de CGI no filme é pontual, e serve bem à história sem exageros visuais.

E de quebra, o espectador ainda pode fazer uma sessão dupla com “Dunkirk”, o quê provavelmente trará uma experiência ainda mais imersiva daquele temido período da Segunda Guerra onde toda a esperança estava perdida…

Seu ritmo pode afastar parte do público, porémO Destino de uma Nação” é mais um ótimo trabalho do diretor Joe Wright, e eleva Gary Oldman ainda mais ao posto de “Um dos melhores atores atuais”. Fãs de filmes históricos devem ficar satisfeitos, assim como aqueles que apreciam personagens conflitantes bem interpretados.