O Exterminador do Futuro: Gênesis | Crítica do Filme

 
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Quando John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta a 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvar o futuro, uma reviravolta inesperada dos fatos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese encontra-se numa versão nova e desconhecida do passado, onde se depara com aliados improváveis, incluindo um novo exterminador T-800, o Guardião (Arnold Schwarzenegger); inimigos novos e perigosos, e uma missão inesperada: redefinir o futuro.
 

 

Estréia: 02 de julho de 2015

 

 

 

Quando chegou aos cinemas o quarto volume da franquia O Exterminador do Futuro estávamos passando pelo início de uma era movida por smartphones e conteúdos integrados. Hoje, seis anos depois, temos a dominação da tela no nosso cotidiano. Nossas fotos estão por trás de telas, nossos compromissos, nossos amigos, nossos caminhos, enfim, nossa vida gira em torno de nossos dispositivos. É em torno desse novo mundo em que vivemos, nesse futuro que 1984 pouco previa, que volta aos cinemas o filme de maior sucesso do ator Arnold Schwarzenegger, O Exterminador do Futuro: Gênesis”.

 

Ao assistir o trailer uma confusão pairou na mente de todos, afinal o longa retorna com elementos do primeiro filme, porém com uma realidade alternativa. Mas ao se deparar com os argumentos que o roteiro nos apresenta, essa nova realidade se torna totalmente plausível dentro do universo construído pelo filme. O diretor Alan Taylor foi extremamente feliz em refazer cenas do primeiro longa para introduzir essa nova jornada que inclui Sarah Connor (Emilia Clarke), Kyle Reese (Jai Courtney), John Connor (Jason Clarke) e T-800 (Arnold Schwarzenegger).

 

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Quando a temática “viagem no tempo” é o que move a história de um filme, dois elementos são inevitáveis: confusão e possibilidades. Assim como ações do passado mudam o futuro, quando um futuro muda, o passado também há de sofrer consequências. Tudo o que conhecemos até o momento dentro da franquia muda nesse novo longa. Não temos mais os mesmos personagens que conhecemos em 1984 no primeiro O Exterminador do Futuro. Aliás, temos, porém transformados devido a atitudes tomadas com uma máquina do tempo. Felizmente (ou infelizmente) se você é daqueles que buscam respostas objetivas, poderá se decepcionar. Ele te joga informações que você mesmo poderá interpretar, afinal, o roteiro não lhe dará uma linha de diálogo que responda a acontecimentos prévios a 1984. Tudo o que você precisa saber é que em 1974 aconteceu algo que não havia acontecido antes.

 

A franquia chega ao quinto longa e, mesmo seguindo a premissa de muito mais efeitos visuais do que história, ele consegue ainda respirar pelas ideias novas que propõe. Por mais óbvio que um blockbuster do gênero possa parecer, há ali discussões interessantes a se refletir. Em determinado momento do longa observamos que os dois protagonistas humanos possuem sentimentos por máquinas, um por uma máquina do futuro, outro por uma máquina do passado. Bem longe de ser uma comparação, mas a lógica embutida é a mesma que o filme “Her” possui. O amor entre humanos e suas máquinas conversa diretamente com o nosso fascínio por tecnologia.

 

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A discussão “obsoleto mas útil” é tomada como um slogan do filme. Tal frase serve também como metalinguagem para a carreira de Arnold que chega próximo aos seus 70 anos revivendo sucessos do passado. Aliás, o filme só é o que se propõe pela presença do setentão que nunca esteve tão bem em um personagem. Vivendo pela quarta vez, sendo que nesse filme é o retorno após alguns anos na política, observamos que ele está feliz em interpretar o velho T-800. Não apenas pelas entrevistas que tem dado promovendo o longa, mas também no modo como reage dentro do personagem.

 

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Infelizmente não é um filme crescente, pois começa muito bem, e termina apenas legal. Seu terceiro ato abraça o padrão de filmes de ação genéricos, enquanto seu primeiro ato trás aquilo que é a atual fórmula do sucesso: nostalgia. Assim como Jurassic World é para “Jurassic Park”, o filme pode ser visto como um rebook/sequência. Não ignora o que os outros apresentaram, mas funciona independente deles. Os filmes 3 e 4 são esquecidos dentro das referências apresentadas, o que a meu ver, foi um ganho para a franquia, pois realmente são mais fracos.

 

O Exterminador do Futuro: Gênesis é mais um longa com sucesso garantido que completa a série de franquias flashbacks deste ano. Não tão bom quanto O Exterminador do Futuro 2” e nem tão original quanto O Exterminador do Futuro, mas completamente aceitável para o universo ao qual o longa se propõe. Aos que se perguntam quanto ao 3D do filme, ele é descartável, e aos que ficam na dúvida se tem cena pós crédito, sim, tem uma cena no meio dos créditos. A franquia continua viva, e com as possibilidades expostas no longa, só torçamos que nos próximos filmes tenhamos mais história do que efeitos.



 

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Rodrigo Santuci

Publicitário por profissão e cinéfilo por paixão. É o fundador do site Plugou. Apaixonado por cinema desde pequeno, nunca se incomodou em passar horas sozinho tentando entender como os filmes funcionam. Apaixonado por quadrinhos e games apesar de ter abandonado os dois com os passar dos anos. Tem dificuldade para jogar qualquer coisa mais complexa que Alex Kidd in Miracle World. Trabalha com Internet desde 1999 e já foi diretor de arte nas maiores agências de publicidade da Brasil. Em 2000 abriu junto com o jornalista Matheus Mocelin Carvalho e o ilustrador Fernando Ventura o Disney News e o AnimationS fórum (um dos principais canais de comunicação entre admiradores de cinema de animação). Em abril de 2012 começou o projeto Plugou e se dedica diariamente encontrar novos diferenciais para o portal.