O Hobbit: A Desolação de Smaug | Crítica do Filme

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Crítica do Filme

 
O Hobbit

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O Hobbit: A Desolação de Smaug, o segundo episódio da trilogia de filmes adaptados da popular obra-prima O Hobbit, de J.R.R. Tolkien. Os três filmes contam uma história contínua ambientada na Terra-média 60 anos antes de “O Senhor dos Anéis”, que Jackson e sua equipe de filmagem trouxeram para os cinemas na trilogia que foi sucesso de bilheteria e culminou com o Oscar para “O Senhor dos Anéis: O Retorno Do Rei”.

 

Estréia: 13 de dezembro de 2013

 

 

 

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Eis que um ano se passou e mal percebemos, e mais uma vez estamos falando sobre Tolkien nos cinemas: O Hobbit: A Desolação de Smaug. Assim como o primeiro filme, Peter Jackson não utilizou apenas o livro “O Hobbit” para contar essa sequência da história, mas foi vasculhar O Silmarillion na busca de deixar o longa mais eloquente quanto aos sumiços de Gandalf (Ian McKellen) no meio da história.

 

Assim como em Uma Jornada Inesperada, o filme não começa direto com os acontecimentos do final da primeira parte, mas sim com um flashback que relata o encontro entre Gandalf e Thorin, Escudo de Carvalho (Richard Armitage) na taverna Pônei Saltitante, meses antes dos acontecimentos que viriam a seguir. A pedra Arken mais uma vez é retratada como o grande prêmio dessa jornada e logo no encontro de Bilbo (Martin Freeman) e Smaug (Benedict Cumberbatch) ela é discutida entre os personagens e já é previsto as tragédias que Lá e De Volta Outra Vez nos mostrará em 2014.

 

Os dez anos que separam O Retorno do Rei e esse filme se destaca pela evolução da tecnologia. Em alguns momentos você acaba pensando como que a trilogia O Senhor dos Anéis poderia ser hoje com tanta fidelidade que existe nos efeitos visuais. A cena que podemos ver muito bem essa diferença é na luta de Bilbo com as aranhas dentro da Floresta das Trevas. A tensão é tanta que lhe faz perder o fôlego no meio do filme.

 

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Dentro das modificações nem tudo acaba agradando. Cenas importantes dentro do livro foram bem enxugadas no filme justamente para evitar a repetição e a coesão da história para o formato de cinema, como é o caso da hospedagem de Beorn (Mikael Persbrandt) que foi MUITO reduzida. Não faria sentido os anões se apresentarem novamente para o público, pois acabaria no mesmo “erro” que foi a cena deles chegando à casa de Bilbo. Enfatizo as áspas porque apesar de uma cena longa e cansativa, não havia outra chance no começo da história para apresentar os anões.

 

A Desolação de Smaug é um filme BEM MELHOR que Uma Jornada Inesperada. Ele contém mais núcleos de personagens que permitiram que Peter Jackson intercalasse mais as cenas, indo e vindo de lugares diferentes da Terra Média e assim deixando o filme bem menos enfadonho. O grande ápice é certamente o encontro com Smaug, que não foi em nenhum momento prejudicado pelo fato de já apresentarem o famigerado dragão no trailer. O terror e suspense causado nessas cenas vai fazer com que os fãs retornem no mínimo umas 10 vezes às salas de cinema.

 

O Hobbit: A Desolação de Smaug é um bom filme, porém ainda é um universo que não é feito para todos. Você precisa gostar muito dessa imersão que J.R.R. Tolkien causou com usa obra para poder aproveitar as quase 3 horas de projeção do filme. Peter Jackson presenteia incrivelmente esse legado literário!