Os Estagiários | Crítica do Filme

Os Estagiários | Crítica do Filme

nota3os-estagiariosEm um determinado momento de Os Estagiários, um dos personagens principais se vê confrontado com um mundo onde nada é mais real, e sim virtual, um mundo onde todos nossos problemas podem ser resolvidos por uma tela branca, um box e um botão de buscar. Mesmo assim esse personagem procura uma loja física que representa muito bem a uma visão tradicionalista de um comerciante dos anos 80 e 90: quanto mais placas e intervenções visuais a chance de ser visto é maior. Esse momento cria muito bem um significado implícito dentro do filme onde prova que da mesma forma que a comunicação mudou, a cabeça de quem as recebe também mudou.

Os Estagiários pode até ser um filme genérico do estilo campus universitário, mas explora perfeitamente como a ascensão do Google transformou o mundo. Há pouco tempo o Google saiu do ar por alguns minutos e naquele instante foi percebido que 40% do tráfego da internet parou. A importância da empresa é indiscutível, e tão importante quanto o trabalho que fazem é o entendimento que eles tem quanto a seus funcionários e o universo que eles vivem. Há pouco tempo estive em uma palestra incrível com um dos fundadores da agência Box1824 que definiu muito bem a necessidade que a geração Y tem de ser feliz e não apenas trabalhar para atingir resultados e construir uma carreira duradoura.  Felicidade é a palavra que cada um dos personagens do filme busca ao se esforçarem para se adaptar ao DNA de uma das maiores empresas de web. Porém, quando duas pessoas que são da geração X resolvem entender todo esse novo mundo,  se constroem situações típicas de uma comédia de choque entre elas.

A comédia faz bem jus a seus protagonistas Vince Vaughn e Owen Wilson. Podemos até dizer que os dois estão de “penetras” em outra situção: se adaptar ao novo mundo que a geração Y criou dentro das empresas. Como qualquer filme de campus universitário, temos dois grupos se formando, primeiro que integram os protagonistas, esse que sempre é protagonizado pelos “loosers” da escola, e o segundo, que é formado pelos colegas rivais, que em sua maioria se provam superiores, mas graças à ambição e falta de “humanidade” nos suas ações acabam perdendo para o grupo que ninguém dava nada. Os Estagiários como filme, não trás nada de novo às fórmulas de comédias, porém agrega no seu visual em fictício escritório baseado nas fotos que todos olham e pensam como seria legal trabalhar num ambiente desses.

Temos um filme sobre o Facebook, que é um drama no qual mostra as escolhas nem tão corretas de seu criador, temos um filme da Apple, que é uma biografica que mostra uma visionário por trás de uma marca, e agora temos um filme sobre o Google, que ao julgar por sua logomarca divertida e colorida, não poderia ser outro estilo além de comédia. Os Estagiários vale a pena a título de curiosidade e te fazer pensar o que tem de errado com seu trabalho que ainda vive nos anos 80.