Os Croods | Crítica do filme

Os Croods | Crítica do filme

nota4Os-Croods-posterOs Croods é a nova animação da Dreamworks que dessa vez aposta nos homens das cavernas para atrair a atenção das crianças. Como o nome mesmo já revela, os Croods é uma típica família moderna, só que aqui com a roupagem selvagem dos homens que lutavam a cada dia tentando sobreviver aos perigos do mundo pré-histórico. O longa  já chama atenção pelo grande elenco de estrelas que emprestam suas vozes para os personagens. Nicolas CageEmma Stone, Ryan Reynolds, Catherine Keener, Cloris Leachman, Clark Duke entre outros, são os responsáveis por dar vida à família que irá passar por um momento de descoberta na trama do filme. Apesar de um mote simples de conflito de gerações, os diretores Kirk De Micco e Chris Sanders utilizam de forma interessantíssima o Mito da Caverna de Platão apostando numa linguagem de video clip para montar grande parte das cenas de ação nas quais, com a imersão do 3D, fazem o espectador ser jogado para dentro filme.

Eep (Stone) é uma adolescente que vive junto com seu pai, mãe, irmão, irmã e avó dentro de cavernas  durante um grande período de tempo, afugentada pelo medo dos desconhecidos perigos de seu mundo. Porém, Eep possui um espirito livre e quer ter mais contato com a luz do sol, mas devido o medo que seu pai sempre prega, nunca consegue ficar grandes períodos de tempo fora da escuridão das cavernas. Em uma certa noite, a garota resolve sair durante a noite, pois refletida nas paredes de sua caverna viu o reflexo de uma fogueira na qual, ela desconhecendo tal novidade, imaginou ser uma versão menor do sol. Nisso ela conhece Guy (Reynolds) que revela à garota que o solo estava prestes a se partir e a única forma de se salvarem é seguir em direção às montanhas. A partir desse ponto o filme se torna um roadmovie no qual o personagem de Grug (Cage) – que é o pai da garota – e o Guy, que acaba por se tornando o par romântico dela, vivem em uma disputa entre o velho e o novo, o medo e a coragem, a estagnação e o avanço.

O filme tem um “time” de comédia excelente, com cenas de ações que há muito tempo não via de tão dinamismo em um animado, porém o que acaba deixando seu andamento fragilizado são os pequenos dramas agregados no roteiro forçadamente. Induzir a um final logo que o filme começa e negá-lo ao seu término, para mim foi um pouco decepcionante, pois acreditava que o caminhar da história partiria para uma conclusão mais adulta e ousada que poucos animados até hoje tiveram a audácia de fazer.

Infelizmente não tive a oportunidade de assistir o longa em seu idioma original, porém a dublagem está bem condizente com o design dos personagens.  E por falar em design, o filme ainda possui aqueles elementos fofos voltados para o público infantil, tal como um bicho preguiça que em quase todos os momentos em que aparece consegue tirar altas gargalhadas (não só das crianças). Talvez o excesso desses bichinhos adoráveis tenha sido usado sem pacimonia, porém nada que prejudique o andamento do filme, apenas agrega algumas cenas de humor, que de fato são o ponto alto da animação.

É bem capaz que a Dreamworks, enfim, tenha encontrado um substituto à altura para a máquina de ganhar dinheiro que foi Sherek. Após diversas tentativas, algumas nem tão bem sucedidas como O Gato de Botas, e outras espetaculares, tal Como Treinar Seu Dragão, Os Croods tem pano para ser explorado em diversas continuações. Só torçamos que a qualidade permaneça inalterada.