Pizza Me Máfia | Entrevista

Pizza Me Máfia | Entrevista

Nessas últimas semanas temos acompanhado o quanto o Brasil está aguardando o lançamento do remake de Robocop. Tanta ansiedade não é proveniente à memória que o brasileiro criou com o filme original de 1987, mas sim pela escolha que a MGM fez pelo diretor José Padilha. Visto isso, o Plugou foi atrás de outros talentos brasileiros que estão em Hollywood trabalhando em projetos que levam a nossa assinatura. Nisso chegamos a um nome que há um tempo não ouvimos falar por aqui: Tom Cavalcante. Junto com o diretor, também brasileiro, Gui Pereira, produziram o curta Pizza Me, Mafia. Confira a conversa que tivemos com os dois:

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Como nasceu o curta “Pizza Me, Mafia”?

Gui Pereira: O Tom que me chamou e pediu para eu elaborar um curta metragem em inglês pois ele queria experimentar atuação em inglês e a interação com atores americanos. A gente passou uns 6 meses discutindo diferentes ideias: Teve idéia que misturava terror com comedia, teve idéia que misturava comédia e suspense, comédia e ação…..até que optamos em seguir com a Máfia + Comédia. O Tom nos deu um catálogo gigantesco com personagens de criação dele… e aí eu junto com minha parceira de escrever selecionamos os melhores e jogamos eles no mundo da Máfia. Quais foram as influências ao fazê-lo? Tive fortes influencias de comédia e de filmes de máfia. Na parte comédia, minha influência principal foi Peter Sellers, em especial o filme Um Convidado Trapalhão. Nesse filme, o Blake Edwards conseguiu criar junto com Peter Sellers um filme extraordinário. Engraçado, simples e aonde a confusão aumenta a cada segundo. É basicamente um filme sobre estar no lugar errado, na hora errada. E na parte “máfia” do filme, as minhas influências foram os clássicos estrelados por James Cagney, como Fúria Sanguinária e Anjos de Cara Suja.

Como Tom Cavalcante chegou até o projeto?

Gui Pereira: Tivemos um intermédio do Chitãozinho da dupla Chitãozinho & Xororó. Ele passou umas férias com o Tom que comentou que estava a procura de alguém para realizar um projeto de cinema em inglês. Eu já havia trabalhado com o Chitão em outros projetos, e aí ele mencionou meu nome e me apresentou ao Tom…. e aí deu no que deu!

Qual a maior dificuldade de produzir um projeto em Hollywood?

Gui Pereira: A maior dificuldade é encontrar o dinheiro ou um investidor que acredite no seu projeto e esteja disposto a financiá-lo. Fora isso, não tem nada de complicado. A cidade está cheia de profissionais excelentes e dispostos a trabalhar. E o bacana daqui é que todo mundo procura sempre ajudar a todo mundo. Toda vez que você trabalha em um set de filmagens, você acaba encontrando alguém cujo qual você já trabalhou antes. O cinema indie de Hollywood é uma grande família.


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O que significou essa mudança em sair de humorísticos da TV brasileira para o cinema Americano?

Tom Cavalcante: Um vôo até a Meca do cinema para conhecer mais de perto o processo de criação. De modo que essa viagem me trouxe grandes e novos conhecimentos.

No curta você interpreta 3 personagens diferentes, de onde veio suas referências para construí-los?

Tom Cavalcante: Enquanto o roteiro ia sendo construído e os personagens sendo criados, eu ia queimando os neurônios para encontrar os melhores personagens. Deu tudo muito certo.

O personagem Joe Calzone, por motivos óbvios, nos remete muito a um de seus personagens mais conhecidos na TV brasileira, João Canabrava. As semelhanças foram intencionais?

Tom Cavalcante: Sim, João Canabrava apenas ganhou nova lingua e nome italiano para o curta americano.

Quais são seus próximos projetos?

Tom Cavalcante: O próximo projeto é estrear com um longa no Brasil.