Planeta dos Macacos: O Confronto | Crítica do Filme

Planeta dos Macacos: O Confronto | Crítica do Filme


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A crescente comunidade de primatas geneticamente evoluídos, liderados por Cesar, entra em contato com humanos sobreviventes pela primeira vez, em uma década, desde que a gripe símia dizimou a raça humana. O contato entre eles leva a um conflito e uma série de eventos que ameaça levar as duas raças à guerra que determinará qual espécie irá dominar a Terra.

 

 

 

Estréia: 24 de julho de 2014

 

 

Quando ouço o título Planeta dos Macacos, automaticamente lembro do filme que teve um dos melhores plot twistes da história do cinema. Quando o personagem George Taylor descobre que esteve o tempo todo na Terra o público reagiu da mesma maneira que o personagem. Porém, essa nova versão de Planeta dos Macacos, que se iniciou com A Origem de 2011 e agora chega com O Confronto, veio com um novo objetivo. Contar o que rolou na Terra entre os anos que a nave Ícaro esteve no espaço, inicialmente pareceu uma premissa boba, sem muito sentido, mas quando Planeta dos Macacos: O Origem estreou provou que tinha suco para ser espremido ainda dessa laranja. Porém, para os que esperam uma boa história em Planeta dos Macacos: O Confronto, pode se decepcionar um pouco.

 

É extremamente válido o cinema usar de sua narrativa como base para críticas sociais e protestos. Afinal, cinema é um veículo acessível e que gera reflexão entre seus espectadores. Contudo, um filme não pode ser só isso. Alias, poder até pode, mas quando estamos lidando com uma franquia antiga, que tem um histórico a ser respeitado, pautar a narrativa somente sobre isso chega ser um pouco enfadonho.

 

Planeta dos Macacos tem como temática central a intolerância. Sempre uma espécie domina a outra na narrativa dos filmes da série lançados até hoje. Planeta dos Macacos: O Confronto obedece a essa falta de tato entre uma espécie e outra… e só. A trama do filme é extremamente simples, sem grandes surpresas ou viradas de roteiro.

 

Dez anos se passam desde os acontecimentos vistos em Planeta dos Macacos: A Origem, e o vírus se espalhou rapidamente pelo planeta, deixando a raça humana à beira da extinção. Um dos poucos grupos remanescentes busca a sobrevivência nesse cenário apocalíptico, até confrontarem-se com os evoluídos macacos, que agora vivem em uma sociedade organizada tendo como líder o velho Cesar (que continua sendo brilhantemente interpretado por Andy Serkis). Entre afetos e desafetos entre as duas espécies, o confronto em busca da dominância e soberania é inevitável.

 

Apesar da fraca premissa, o filme ganha em efeitos visuais e fidelidade de movimentos e expressões dos personagens digitais. Realmente é um excelente momento para ser feito filmes com a técnica de captura de movimentos. O relacionamento entre os macacos é tocante, e mesmo sem precisar dizer uma única palavra o sentimento é bem retratado. Diferentemente do filme de 2011, que ainda possui uma referência ao clássico, esse abandona completamente as referências que tentam amarrar os filmes, mas convenhamos, isso é extremamente desnecessário já que a ideia aqui é contar uma nova história.

 

Planeta dos Macacos: A Origem, apesar de sua história morna não é um filme que decepciona, muito pelo contrário, tem ritmo, tem bons personagens, tem muita ação e tem a imaginação de um mundo extremamente interessante. É impossível não notar o evento cíclico que faz os humanos, dentro do filme, serem obrigados a voltar muitas fases de sua evolução, já que “somos todos macacos”. Aguardarei ansioso por uma sequência que consiga completar esse episódio com uma boa história e não apenas confronto.