Talvez uma história de Amor | Confira como foi a coletiva com Mateus Solano e Rodrigo Bernardo

Talvez uma história de Amor | Confira como foi a coletiva com Mateus Solano e Rodrigo Bernardo

Nesta segunda-feira, 4 de Junho, aconteceu a coletiva de Imprensa da nova comédia romântica nacional Talvez uma HIstória de Amor”. O diretor Rodrigo Bernardo e o ator protagonista Mateus Solano estiveram presentes para conversar com os jornalistas sobre o conceito e o processo de produção do longa.

É possível notar em coletivas de imprensa, o quanto o processo de se divulgar um filme pode ser desgastante para os envolvidos. Geralmente, o projeto já teve a sua produção finalizada há muito tempo, e parte dos produtores muito provavelmente já está engatada em outros projetos futuros. Sendo assim, é sempre plausível que alguns entrevistados não demonstrem o mesmo entusiasmo de quando iniciaram os trabalhos. Rodrigo Bernardo e Mateus Solano, no entanto, estão longe disso, e parecem ainda manter um grande carinho pelo filme que estão entregando ao público.

Ambos apresentaram grande simpatia e um enorme carisma para com todos os jornalistas presentes e falavam do processo de produção com muito apreço, felizes por estarem compartilhando algumas curiosidades e momentos marcantes da trajetória. Logo de cara, Solano deixou claro a sua satisfação em trabalhar com Bernardo, contando que o diretor possui uma aptidão para trabalhar com atores (ele mesmo também já tendo trabalhado na área). O ator relata que diversas cenas foram evoluindo a partir do improviso que o diretor concedia aos atores envolvidos, permitindo que as cenas obtivessem maior naturalidade e descontração.

Solano descreve Talvez uma história de amor como um filme de “encontros”, onde a maior parte das cenas consiste do personagem Virgílio dialogando com outro personagem em meio à sua busca para encontrar Clara (Dani Calabresa, Nathalia Dill e Bianca Comparato intepretam algumas das personagens que se encontram com Virgilio). O diretor revelou que, para descontrair os atores, estes emparelhamentos eram normalmente precedidos por uma dança casual, ao som de alguma música escolhida por Bernardo que trouxesse o “tom” da cena.

Mateus Solano e o diretor Rodrigo Bernardo

Outro encontro de Mateus Solano, este mais chamativo, se dá com uma personagem no famoso museu Guggenheim (em Nova York) interpretada pela atriz americana Cynthia NIxon (famosa pela série Sex and the City). A dupla relembra com muito ânimo a experiência de trabalhar com a atriz e destacam os percalços de se filmar cenas em inglês.

“Definitely not in english” foi uma das falas que apresentaram maior dificuldade, de acordo com Solano. O ator revela que o sotaque de Virgílio foi um ponto a ser discutido com o diretor, onde ambos concluiram que um completo domínio sobre a lingua não seria condizente com o personagem, e preferiram deixar a interpretação menos restrita a estes questionamentos.

Quando indagado sobre as dificuldades de se filmar em locações reais. como o Museu Guggenheim em NY ou o MASP em SP, Rodrigo Bernardo deixou claro que cada processo para se conseguir as permissões de filmagem poderia gerar histórias para um filme próprio.  Conta também que buscou manter, ao máximo, suas visões originais e se empenhou em conseguir filmar onde havia idealizado a história.

Bernardo também compartilhou um pouco de seu processo para conceber a história que chegou as telas, relatando sua apreensão ao revelar para o autor da obra original (Martin Page) as divergências entre o filme e o livro, a maior delas sendo o desfecho mais conclusivo. Page, aparentemente, se mostrou aberto as mudanças. Outra alteração foi trazer a história para Sâo Paulo, ao invés de Paris, como era originalmente.

Extremamente presente, a trilha sonora do filme também foi trazida à tona durante a coletiva, com Bernando relatando que chegava a escrever cenas por longas horas enquanto escutava uma mesma música que lhe servia como atmosfera ideal para a narrativa. Na hora da produção, buscava manter a música como parte da trilha final do filme. De maneira eclética, a produção procurou manter um equilíbrio entre musicais nacionais e internacionais.

Por fim, Mateus Solano deu sua interpretação do título “Talvez uma HIstória de Amor”, dizendo que nenhuma história de amor começa com conclusões certas. Toda vez que se inicia um romance, sempre há a dúvida, o risco, de ao se iniciar uma história, esta ser verdadeiramente romântica ou não.

Ao todo, a coletiva serviu como um ótimo complemento para um filme que merece a atenção do público pela sua capacidade de manter-se relevante e revigorante em meio ao gênero de comédias românticas nacionais. Talvez um História de Amor” chega aos cinemas no dia 14 de Junho de 2018.

A crítica completa do filme pode ser conferida aqui no Plugou no dia 11 de Junho.