As Tartarugas Ninja | Crítica do Filme

 
Tartarugas Ninja 2014

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Rafael, Leonardo, Michelangelo e Donatelo são 4 tartarugas adolescentes, mutantes e ninja que enfrentarão um inimigo que promete acabar com New York.

 

 

 

 

 

Estréia: 14 de agosto de 2014

 

 

 

Se você foi criança na década de 80, vai se lembrar com muito apreço quando em 1990 chegou aos cinemas o primeiro filme As Tartarugas Ninja, inspirado nos personagens que provavelmente você conheceu nos quadrinhos ou desenho animado. Quando anunciado que uma nova versão chegaria aos cinemas, aposto que um sentimento nostálgico tomou conta de você. Contudo, quando anunciaram que Michael Bay estaria por trás da produção, um desespero bateu. Comparado com os desastrosos Transformers, Tartarugas Ninja consegue se destacar e ter na medida os elementos que se espera de um filme do gênero. Mas quando pensado individualmente, você sente que foi um pouco enganado ao sair da sala de projeção.

 

Nesse novo filme, fica apenas o legado do nome, pois é um longa completamente diferente dos que tivemos anteriormente. Infelizmente a trama trabalha muito pouco a apresentação dos protagonistas da história e em seu lugar dá mais atenção à personagem humana. O design das tartarugas ajuda distinguimos uma das outras, mas a personalidade marcante de cada uma é pouco explorada.Talvez esse tenha sido o maior erro do longa: acreditar que todo o público já tenha familiaridade com os personagens.

 

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Apesar de Megan Fox continuar sendo um colírio para os olhos, a falta de expressão dada à personagem April O’Neil incomoda demais, principalmente por ela ter um destaque muito grande no filme. Teriam muito mais atrizes em Hollywood que encarnariam a repórter de forma mais expressiva. Tão despercebido quanto a sua atuação, temos o vilão Destruidor no filme. O personagem é muito raso, sem o impacto que deveria ter.

 

Porém, apesar de todos esses pesares, o filme tem seus méritos. As cenas de ação e luta são excelentes tanto no timing quanto nas coreografias. Algumas referências à elementos da cultura pop também estão presentes nas piadas que quebram o clima de tensão deixado pela brutalidade dos personagens. Foram bem dosadas e não tiraram o clima “dark” proposto nessas nova roupagem.

 

Depois de se acostumar com o visual horroroso das tartarugas, e ignorar tudo o que o filme poderia ter sido, o sentimento de nostalgia consegue chegar mais uma vez e você se divertir. A luta do mestre Splinter é tão bacana quanto a cena da neve. A montagem de ambas as sequências merecem um ponto positivo.

 

Eu particularmente quando for lembrar das Tartarugas Ninja continuarei com a velha lembrança dos personagens de borracha dos filmes dos anos 90. Eles conseguiram me contar uma história muito mais concreta e divertida. Não digo que não aguardarei ansioso pela sequência já anunciada para 2016, pois ainda bate uma ânsia de que esses velhos tempos da infância ainda possam ser representados de forma digna para uma nova geração.



 

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Rodrigo Santuci

Publicitário por profissão e cinéfilo por paixão. É o fundador do site Plugou. Apaixonado por cinema desde pequeno, nunca se incomodou em passar horas sozinho tentando entender como os filmes funcionam. Apaixonado por quadrinhos e games apesar de ter abandonado os dois com os passar dos anos. Tem dificuldade para jogar qualquer coisa mais complexa que Alex Kidd in Miracle World. Trabalha com Internet desde 1999 e já foi diretor de arte nas maiores agências de publicidade da Brasil. Em 2000 abriu junto com o jornalista Matheus Mocelin Carvalho e o ilustrador Fernando Ventura o Disney News e o AnimationS fórum (um dos principais canais de comunicação entre admiradores de cinema de animação). Em abril de 2012 começou o projeto Plugou e se dedica diariamente encontrar novos diferenciais para o portal.