Terremoto: A Falha De San Andreas | Crítica do Filme

Terremoto: A Falha De San Andreas | Crítica do Filme

 
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Depois que a famosa “Falha de San Andreas” finalmente cede, provocando um terremoto de magnitude 9 na Califórnia, um piloto de helicóptero de busca e resgate (Dwayne Johnson) e sua ex-esposa fazem juntos o caminho de Los Angeles para São Francisco tentando salvar sua única filha.

Mas a jornada traiçoeira rumo ao norte é apenas o começo e quando eles acham que o pior pode ter acabado… está apenas começando.

O filme de ação Terremoto: A Falha de SanAndreas, da New Line Cinema e Village Roadshow Pictures, reúne Dwayne Johnson com o diretor Brad Peyton e o produtor Beau Flynn, depois do sucesso global “Viagem 2 – A Ilha Misteriosa”.
 

Estréia: 28 de maio de 2015

 

 

 

Você é fã de 2012 e Do Dia Depois de Amanhã? Se empolga com filme catástrofe cheio de explosões, prédios caindo, pessoas gritando e, milagrosamente, nada acontece com o protagonista de sua história? Parabéns, você ganhou mais um título para colocar na estante: Terremoto: A Falha De San Andreas.

 

Vazio no conteúdo, espetacular no visual, o filme trás uma história simplista onde os personagens são apenas baratas correndo quando o perigo é iminente, sem terem muito o que fazer, já que o grande vilão da trama é o tremor de terra.

 

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Dwayne Johnson é um socorrista, recém divorciado, que luta contra a dor da perda de uma filha. Já sentiu o nível de drama que o filme oferece, né? Protagonista de um dos três núcleos de história, o personagem parte junto com sua ex-esposa em busca de sua outra filha. Essa por sua vez, encabeça o segundo núcleo, é a responsável por ser a dama em perigo, que em sua trajetória acaba encontrando seu príncipe encantado.

 

O terceiro núcleo de personagens conta com o excelente Paul Giamatti, que em toda sua carreira nunca foi tão mal aproveitado em um filme… não espera… ele estava em “O Espetacular Homem-Aranha 2″… bom, mas isso não vem ao caso. Seu personagem é um cientista que estuda terremotos e está ali apenas para dar dados técnicos sobre o acontecimento, sem acrescentar em nada aos dois outros núcleos. Paul só não é o personagem mais desnecessário no filme porque ainda temos a presença de Ioan Gruffudd, que entra em cena sem motivo, e sai da mesma forma que entrou… bom, todo mundo tem contas a pagar, e é assim que atores bons aceitam projetos fracos.

 

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Com uma trilha sonora genérica, a trama se completa com diálogos monótonos que fazem o filme perder o ritmo de uma forma que incomoda. O diretor Brad Peyton só se mostra competente quando as cenas de destruição tomam conta da tela.

 

Terremoto: A Falha De San Andreas não apenas se trata de uma falha nas placas tectônicas, mas também é um filme falho que tinha um potencial enorme para ser explorado e não foi além. É difícil acreditar que tal filme vem do mesmo estúdio que há poucas semanas nos apresentou um dos melhores filmes de ação feitos até hoje, Mad Max: Estrada da Fúria. Pô Warner… como fazer um longa desses? Bom, já sei: todo mundo tem contas a pagar.