Toque de Mestre | Crítica do Filme

Toque de Mestre | Crítica do Filme

 
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Momentos antes de sua primeira apresentação depois de muito tempo, pianista que sofre com um estranho medo encontra um bilhete em sua partitura.

 

Estréia: 03 de abril de 2014

 

 

Toque de Mestre pareceu ser mais do que realmente é. Quando cheguei ao trailer percebi um filme de suspense no qual um fanático abordaria um pianista exigindo desse a perfeição na execução de uma obra clássica. O fanatismo parecia ser um dos temas principais desse novo longa estrelado por Elijah Wood, dirigido por Damien Chazelle.

 

No filme, Tom Selznick (Wood) é um excelente pianista a caminho de um concerto que prestará uma homenagem seu grande mestre falecido recentemente. O sucesso de público seria inevitável já que não apenas os admiradores da música clássica marcaria presença, mas muitos curiosos estariam no teatro para chegar perto da esposa de Tom, Emma Selznick (Kerry Bishé), uma famosa atriz hollywoodiana que estaria no teatro para prestigiar a apresentação de seu marido. Prestes a começar o concerto, Tom rasga uma partitura, conhecida por ser uma música extremamente difícil de tocar, mas ao sentar ao piano descobre que existe um psicopata apontando uma arma para ele e que a condição de não mata-lo seria que ele tocasse com perfeição a música que ele acabara de rasgar a partitura.

 

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O filme tem um climax bem interessante, que lembra um pouco alguns clássicos de suspense. A mescla com a música clássica junto com as longas tomadas de plano sequência causam uma imersão interessante. A dificuldade que o diretor deve ter tido para manter coesa todas as sequências são de parabeniza-lo.

 

Infelizmente, nem toda história consegue manter seu ritmo interessante, e a motivação que o antagonista possui estraga toda experiência que o filme poderia proporcionar. O que teria potencial de ser um novo ‘Louca Obsessão‘(filme de 1990 inspirado na obra de Stephen King), se torna um simples filme de roubo e caça ao tesouro.

 

Toque de Mestre frustra bastante, principalmente por sua conclusão. Mesmo tendo pontos admiráveis, como poder ver Elijah Wood mostrando um novo talento como pianista (sim, em algumas cenas é ele mesmo que toca o piano), o filme se perde e entrega uma conclusão boba e sem surpresa.