Velozes e Furiosos 8 | Crítica do Filme

Velozes e Furiosos 8 | Crítica do Filme

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Sinopse:

Velozes e Furiosos 8 será um reinício da franquia de filmes e dará o ponta pé inicial de uma nova trilogia que se inicia nesse universo. Os longas tem datas de estreias confirmadas até abril de 2021, ano que completa 20 anos do primeiro filme.

Diretor:

F. Gary Gray

Elenco: 

Vin DieselDwayne Johnson, Kurt Russell, Jason Statham, Kristofer Hivju, Eva Mendes,Michelle Rodriguez, Lucas Black, Tyrese Gibson, Ludacris, Marko Caka, Helen Mirren, Jessica Lee Walter, Charlize Theron e Scott Eastwood.

Estréia: 

13  de abril de 2017

 

Velozes e Furiosos 8

 

Há franquias que tendem ao infinito. Por mais que os filmes não tenham mais nada para contar o interesse do público permanece inalterado. Um dos grandes exemplos do cinema é o clássico 007 – sempre vai existir um novo filme em exibição. O que ninguém esperava é que em 2001 surgiria um forte nome nas telas, que atrairia o olhar do público até hoje, às vésperas de completar vinte anos nos cinemas. Velozes e Furiosos 8 é um dos títulos mais valiosos dentro da Universal Pictures, e por incrível que pareça, não perdeu o fôlego em oito filmes, muito pelo contrário, chega ao oitavo episódio em sua melhor forma.

Surpreendentemente Velozes e Furiosos 8 consegue ser um filme bem medido, com um ritmo agradável e repleto de gags que provam que o filme não se leva a sério. O novo diretor do filme F. Gary Gray conseguiu lidar com a quantidade imensa de personagens que o filme possui sem fazer com que o público fique confuso sobre quem é quem. Claro que não há uma história bem trabalhada, tão pouco um desenvolvimento de personagem, mas o exagero e a forma quase caricatural de cada um remete quase um desenho animado… podemos dizer que Velozes e Furiosos 8 é quase uma Corrida Maluca.

 

 

Esse é o primeiro longa realizado sem a presença de Paul Walker, que faleceu em 2013 e não concluiu as filmagens do filme anterior. No entanto seu personagem é lembrado em dois momentos do filme, um inclusive, que faz a platéia ter reações. Para substituir o arquétipo físico do ator, foi incluso no grupo o personagem de Scott Eastwood, que ao lado de Kurt Russell são uma das muitas fugas cômicas que o filme possui.

Outra inclusão de elenco é a atriz Charlize Theron que é a vilã principal na qual promove uma chantagem contra Dominic Toretto (Vin Diesel) e o faz rebelar contra o seu grupo de amigos, os que se tratam como uma família. Com Vin Diesel encarando um caricato vilão, o filme abre espaço para outros personagens que sempre ficavam à sombra dele, como Hobbs de Dwayne Johnson e Letty de Michelle Rodriguez.

 

 

Um dos pontos mais interessantes do filme é a excelente direção e coreografias nas cenas de luta de Dwayne Johnson. Seu personagem assumiu de vez um manto de super-humano e é responsável por diversos momentos que fazem o espectador levantar da cadeira. A relação dele com o do personagem de Jason Statham (vilão do sétimo filme da franquia) também gera diversos momentos interessantes para o filme. O longa não tem medo de mudar posicionamentos de personagens dos filmes anteriores, tão pouco brincar com a memória do público ao apresentar fatos que já estiveram na franquia nos primeiros filmes. Não posso terminar o texto sem fazer a menção honrosa da personagem de Helen Mirren, que apesar de já saber de sua participação, me pegou de surpresa no meio do filme.

Na franquia ainda permanece perpetuando muita coisa que incomoda, e que são sempre marcas nos filmes de Vin Diesel, como por exemplo a objetificação da mulher. Isso não cabe mais nos dias de hoje, mas mesmo assim, o filme parece obedecer uma cota de cenas que façam isso, mas aqui bem menos em comparação aos outros filmes da franquia. Para se safar de apontamentos negativos, colocam personagens femininas fortes como Michelle Rodriguez, Charlize Theron e Nathalie Emmanuel.

 

 

Velozes e Furiosos 8 a meu ver é o momento auge da franquia, de longe, o meu filme favorito entre todos. Conseguiu se recuperar do luto deixado por Paul Walker e incluir uma nova linguagem que abusa dos recursos visuais que o cinema permite. Como dizia Fellini, cinema é uma forma de sonhar acordado, e o filme é exatamente isso, uma sequência de fatos que jamais poderíamos presenciar enquanto estamos vivendo nossos cotidianos. O filme apenas não resolve um problema: sair do cinema e aceitar a realidade que estamos submetidos pelas leis da física, não somos super-humanos como aqueles personagens e ainda precisaremos respeitar os 50 km/h no caminho até em casa.