Vingadores: Era de Ultron | Crítica do Filme

Vingadores: Era de Ultron | Crítica do Filme

 
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Em Vingadores: Era de UltronTony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron, a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar seus terríveis planos. Alianças complicadas e ação inesperada pavimentam o caminho para uma aventura épica global.

 

 

Estréia: 23 de abril de 2015

 

 

 

Chegou a hora de falarmos de Vingadores: Era de Ultron. Filme que se não fosse pelo novo Star Wars, que está gerando uma grande expectativa, certamente poderia dizer aqui que é o mais aguardado do ano. Tive a oportunidade de assistir a convite da Disney a uma sessão fechada para jornalistas, uma semana antes do lançamento, mas digo, que quando esses cruzaram a porta da sala do cinema voltaram ter cinco anos novamente. Confesso que também estava empolgado e queria muito algo que superasse qualquer coisa que eu tenha visto até então voltada para super heróis, e nesse momento percebi a armadilha que a própria Marvel estava criando para ela mesma: ninguém está indo ver Vingadores 2 com os olhos de ser apenas um filme, mas sim, estão querendo ver sempre “o melhor filme da Marvel até agora”. Peço para você, meu caro leitor, faça um tour pelas críticas, e volte aqui para me contar quantos jornalistas escreveram as frases: “o filme não supera o primeiro”, “o filme é o melhor filme da Marvel”, ou então “o filme não é o melhor filme da Marvel”.

 

Querendo ou não, Vingadores é mais um filme. Desculpe lhe jogar no chão e falar a verdade, mas quando você assistir, tente perceber que um longa precisa de um roteiro, precisa de uma história, de boas atuações, de uma boa fotografia, trilha sonora, edição de som, roteiro… enfim, é um filme. Um filme não se vive apenas com ação. E está aí a o grande erro de Joss Whedon: caiu na armadilha construída por ele próprio e tentou nos dar O MELHOR… O MAIOR… mas esqueceu da alma, esqueceu da essência, esqueceu que Vingadores: A Era de Ultron é apenas um filme… ou mais um filme Marvel.

 

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Eu particularmente adorei o filme, não é à toa a minha nota alta ali embaixo, mas lembre-se que sou um grande fã das franquias de super heróis no cinema. Mesmo nunca ter sido um grande leitor de HQs, os cinemas estão trazendo à tona excelentes produções que estão fazendo marmanjos como eu voltar à infância.

 

A ação de Vingadores: A Era de Ultron começa nos primeiros segundos e termina nos créditos finais. A história, porém, já entendemos inteira no momento que demos play no trailer do filme. Um antagonista com ares de Pinóquio com Frankenstein e uma motivação questionável, pouco convincente, mas… legal, afinal o que seria dos heróis se os vilões não quisessem acabar com o mundo?

 

Joss consegue sim fazer um filme com muito mais ação que o primeiro. Ele não tem mais a obrigação de juntar o grupo e faze-los trabalhar como uma equipe, essa etapa já foi vencida no primeiro filme. A sequência entrega sim o que o público quer ver. Mas infelizmente não consegue ir além da genialidade que é transformar deuses poderosos em humanos com problemas e contas para pagar no final do mês. É bem raza a profundidade que cada personagem transpassa de seu eu. Tanto que as cenas mais interessantes  são as de uma festa cujo os Vingadores, como civis, participam, as de flashback da Viúva Negra e as revelações do Gavião Arqueiro.

 

Ação é legal, e sim, ela que faz o filme de heróis ser filme de heróis, porém, nenhum filme sobrevive sem uma história interessante e nenhum Homem de Ferro existiria sem ter por trás um Tony Stark. Por pouco, muito pouco Joss não nos entrega um filme padrão Transformers, no qual a história é o que menos importa.

 

Marvel's Avengers: Age Of Ultron Hulkbuster Ph: Film Frame ©Marvel 2015

 

Eu não poderia encerrar meu texto sem citar os 3 personagens mais aguardados dessa sequência: Visão, Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Sem querer dar spoilers, juro que ainda precisarei voltar ao cinema para entender qual é desses três. Visão, como os leitores de quadrinhos devem saber, é uma construção de um corpo orgânico que a princípio seria a versão de Ultron em um super corpo, mas que por algum equívoco ele se torna um ser aliado dos Vingadores. Apesar de ser um personagem crescente, ainda nesse filme é um bebê, e é muito mal aproveitado. Já os irmãos Maximoff estão ali movidos à vingança, contudo não me convenceram. O objetivo de cada um dos personagens ficou claro com o decorrer do filme, porém achei pouco para o potencial que eles possuem. Wanda, a Feiticeira, consegue colocar os Vingadores um contra os outros, gerando assim uma nova leva de duelos que levam os fãs à delírio. Já Mercúrio, ficou difícil encontrar um lugar para ele no meio de tantos heróis. Infelizmente ele não foi protagonista de uma cena tão genial quanto a sua versão de X-Men teve em Dias de Um Futuro Esquecido, mas seu objetivo ficou claro quando chegamos à batalha final. Joss precisava de um personagem para cumprir sua presença na luta.

 

Foi por pouco, muito pouco que Vingadores: A Era de Ultron não se torna um filme vazio de conteúdo. A preocupação que o estúdio deve ter daqui pra frente é realmente olhar para seu passado e não querer ser maior do que já fizeram antes, mas sim, continuar com a essência, possuir alma e entregar boas histórias, com atores motivados, com personagens que acima de poderosos são humanizados e se importam com suas vidas civis. E alguém aí lembrou que Homem-Aranha está vindo e ele é o melhor personagem para isso?