X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Crítica do Filme

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Crítica do Filme

 
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No futuro, os mutantes são caçados impiedosamente pelos Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask (Peter Dinklage). Os poucos sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão também mortos. Entre eles estão o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pryde (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman), que buscam um meio de evitar que os mutantes sejam aniquilados. O meio encontrado é enviar a consciência de Wolverine em uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970. Lá ela ocupa o corpo do Wolverine da época, que procura os ainda jovens Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) para que, juntos, impeçam que este futuro trágico para os mutantes se torne realidade.

 

Estréia: 22 de maio de 2014

 

 

 

O X-Men sempre fascinaram o público nos quadrinhos e tv principalmente por seu discurso pautado em temas extremamente relevantes à vida real. A intolerância e preconceito sempre estiveram destacados nas histórias. Com X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, os heróis conseguem chegar num patamar nunca antes atingido dentro desse universo cinematográfico. Apesar de podermos considera-lo um filme de herói, a roupagem dos X-Men nos cinemas continua com uma atmosfera de ficção científica, ainda mais nesse por ter em seu tema central viagem no tempo.

 

Quando X-Men: O Confronto Final foi lançado em 2006, parecia que a Fox havia se perdido e ali terminaria a vida dos mutantes nas telonas. Contudo, para não perder os diretos dos personagens para a Marvel, a ideia de fazer filmes de origem não parecia ser ruim, mas morreu logo quando o primeiro filme do Wolverine foi lançado. Somente quando trouxeram de volta o pai de todo esse universo dos mutantes nos cinemas, Bryan Singer, para produzir o filme que iria dar um reboot, foi quando os X-Men tomaram um novo fôlego. Tal como Joss Whedon faz os Vingadores funcionarem nas telas, Bryan consegue extrair dos personagens o que eles tem de mais interessante. Agora com Bryan novamente na direção, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido vem para dar mais coesão àquilo que agora se tornou uma franquia.

 

O filme é 80% anos 70 e 20% um período de tempo futuro apocalíptico não muito distante. Começamos com os nossos velhos personagens em um futuro destruído onde homens e mutantes estão quase extintos do planeta Terra. Magneto de Professor Xavier se unem para buscar uma solução, mas essa só viria acontecer se o estopim dos acontecimentos fosse eliminado. Usando o poder de regeneração de Wolverine (Hugh Jackman) e as habilidades de Kitty Pryde (Ellen Page) os mutantes possuem uma chance de sobreviver voltando para os anos 70. Nisso saem de cena os X-Men que conhecemos nos 3 primeiros filmes e entra em cena os X-Men que conhecemos no Primeira Classe.

 

James McAvoy e Michael Fassbender convencem ser Patrick Stewart e Ian McKellen mais jovens. Percebe-se que houve uma preocupação dos atores em aproximar as personagens do futuro e do passado em pequenos trejeitos nas atuações.

 

X-Men Dias de Um Futuro Esquecido ainda conta com a inclusão do personagem Mercúrio (Evan Peters), que possui uma tarefa muito importante para a história. Apesar dos comentários negativos feitos à aparência artificial do personagem, ela é recompensada por uma das cenas mais divertidas já feita nos cinemas. Sua participação é marcante e deixa uma tarefa quase impossível para o mesmo personagem que será apresentado em Os Vingadores atuado por Aaron Taylor-Johnson.

 

Para os fãs mais ortodoxos dos quadrinhos, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido pode não parecer tão atraente, já que ele utiliza a HQ apenas como base para a trama, mas assistindo-o como um filme de herói me arrisco dizer que é o melhor filme do gênero produzido até o momento, mesmo pautando toda atmosfera com elementos de ficção científica. É instigante ver como Bryan conseguiu dar um ritmo sem esquecer dos personagens no futuro e nem dos do passado. Infelizmente o filme não resolve todas as divergências criadas na cronologia dos eventos apresentados, mas a cena pós crédito mostra que toda essa jornada dos X-Men só está começando, e o futuro dos heróis no cinema promete ser ainda mais promissor.