Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso | Crítica do filme

Se você clicou nesse texto pensando que eu iria aproveitar todas as adjetivações do título do filme para também qualifica-lo, se deu mal. Apesar de não ser o nipe de filme que costumamos escrever aqui na Curadoria POP, Alexandre e o dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso, é um filme que resgata um sentimento que há muito tempo não paramos para refletir sobre o cinema de entretenimento. Então digo que esse texto que lhe escrevo é 80% sobre se divertir e 20% sobre o filme. Por que isso? Porque esse filme é apenas isso: diversão e entretenimento. Quer algo melhor?

Talvez quando temos o hábito de ver muitos filmes, esquecemos muitas vezes que no momento que as luzes se apagam a tela começa transmitir um sonho que sonhamos acordados. Esquecemos que cinema é diversão. Não só de filmes feitos para se refletir ou então blockbusters repletos de efeitos visuais.

O que mais gostei de Alexandre e o dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso foi o resgate que a Disney fez àquilo que está em seu DNA: a família. Hoje, com a adolescência que chega aos 5 anos de idade, é muito difícil você sentar numa poltrona de cinema, e conseguir reunir pai, mãe, avô, avó para assistir a uma produção que garante uma diversão para todas as idades. E isso, esse novo longa dos estúdios Disney entrega com méritos.

Com toques de Férias Frustradas, doses de Pequena Miss Sunshine e pitadas de Diário de um Banana, Alexandre e o dia… vocês já sabem o título…. conta a história de apenas um dia, aquele dia em que tudo da errado. Aquele dia que eu, você, seus pais e seus avós já tivemos. A trama pode não ser nova, também pode não ser criativa, porém, é um filme gostoso de se assistir. São 1h30 que você desliga sua vida e ri da tragédia alheia.

Alexandre e o dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso nos questiona muito sobre a felicidade e das máscaras que usamos perante a sociedade. Porque não admitir que somos ridículos em determinadas situações? Porque não aceitar as extravagâncias de nossas famílias? Porque abaixar a cabeça e julgar certas atitudes fora dos padrões comportamentais da sociedade? A Disney retorna com seus clássicos de Sessão da Tarde, e isso é ótimo. Já sentia falta de ver o simples e básico filme de cotidiano nas telas. E isso, o estúdio sabe fazer muito bem.

nota 3

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