Capitão América 2 – O Soldado Invernal | Crítica do Filme

Existe uma característica bem específica nos filmes que a Marvel vem construindo anualmente, que é a presença de um humor equilibrado mediante a uma história de heróis contra vilões. Em Capitão América 2O Soldado Invernal, tal característica é presente, mas com uma dose muito menor das que estamos acostumados a ver. Depois de anunciados os diretores Anthony Russo e Joe Russo imaginava-se que o filme iria ter a mesma tonalidade leve que o primeiro teve, afinal ambos são conhecidos por dirigirem comédia para a TV, porém Capitão América 2 é muito mais um Missão Impossível ligado nos 220V.
Percebemos no filme que Steve Rogers (Chris Evans) está constantemente em queda, sendo introduzido à força em uma nação que mudou nos últimos 70 anos. As pessoas que ele conhecia antes de ser congelado ou estão mortas ou muito idosas, e a necessidade de se conectar a um novo mundo mostra que mesmo após 2 anos dos acontecimentos de New York ele ainda possui dificuldades de entender tanta mudança.
O filme é sério. Muito sério. É uma trama política que mescla o governo, a SHIELD e a HIDRA. A história lhe traz um excesso de novas informações nesse novo universo que mostra quais são os caminhos que a Marvel Studios quer seguir a partir de agora, e se eu tiver que apostar em alguma coisa, apostaria que, a partir do final dessa segunda fase e começo da terceira fase de filmes, teremos longas muito mais adultos do que lúdicos. É capaz que os filmes mais “leves” ficarão a cargo dos Guardiões da Galáxia.Todos os personagens secundários ganham uma profundidade maior nesse filme. Nick Fury (Samuel L. Jackson), por exemplo, chega a ter seu momento badass assim como a agente Maria Hill (Cobie Smulders). Natasha Romanoff, a Viúva Negra (Scarlett Johansson) continua ganhando as atenções mas também deixa encaminhado um possível desdobramento para um spinoff de sua história, em muitos momentos percebemos que ela esconde algo em seu passado.
Sam Wilson, o Falcão (Anthony Mackie) entra na trama fazendo de tudo para agradar desde sua primeira aparição nos momentos iniciais do longa. É um personagem muito carismático que faz o Capitão América ter um laço de amizade nos tempos atuais. Por outro lado, achei a participação do Soldado Invernal, que intitula o filme, tão rápida em tela, que dá aquele gosto de “quero saber mais sobre esse cara”. Talvez esse sentimento tenha ficado entre os bastidores, pois é um pouco disso que uma das cenas pós créditos nos revela.
Falando nelas, as famosas e tradicionais cenas, que a Marvel gosta de colocar nos seus longas, estão lá, e assim como em Thor – O Mundo Sombrio, uma cena de fazer o fã da franquia ficar em pé (empolgante e assustador ao mesmo tempo), e outra que é mais leve mas que pode revelar algo muito maior no futuro.
Capitão América 2O Soldado Invernal é um excelente filme, mas destoa de tudo o que já foi feito até agora dentro do universo Marvel. É corajoso, não teve receio de quebrar a expectativa que o público possivelmente está ao aguarda-lo. Possui cenas de ação e de lutas muito bem feitas… talvez as melhores até aqui. Certamente fará você chegar em casa para assistir a série Agents of SHIELD, pois tudo apresentado no longa pode fazer o destino tanto dos filmes quanto da série mudar. Estou muito curioso para saber que caminhos serão tomados em Os Vingadores 2.

nota 4,5

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