Cinderela | Crítica do Filme

Em um mundo onde os filmes e séries foram tomado por anti-heróis, a Disney trás um filme que resgata humanidade, coragem e acima de tudo gentileza. Em um dos contos de fadas mais conhecidos do mundo, que já foi contado e recontado de todas as maneiras possíveis, porque dar atenção a mais um filme sobre Cinderela?

É interessantíssimo ver a Disney dar uma sobrevida a suas animações clássicas, mas não redesenhando-as e transformando-as em um novo produto produzido em CGI, mas sim, dando uma roupagem em live-action muito mais rica de roteiro, de personagens e de história. No caso de Cinderela, pela primeira vez podemos compartilhar a dor da menina que pede seus pais ainda na infância e conhecendo de forma detalhada as motivações de todos os personagens. Bastam 10 minutos de filme para você já sentir um afeto muito grande à família que prospera pelo amor entre eles. Do núcleo familiar, o grande mote do filme é repassado à protagonista: “seja corajoso e gentil”.

Coragem não é muito o forte de Cinderela. Ela não reage em nenhum momento contra os abusos da madrasta e para sair da zona de “conforto” precisa de uma ajuda mágica para tomar coragem e ir atrás de seus sonhos. Por outro lado, gentileza que é a palavra definitiva para descrever a personagem Ella (Lily James). Muitos podem lhe taxar de sonsa ou então uma pessoa muito inocente e frágil, mas tudo o que a personagem Cinderela ensina é ter respeito pelo próximo.

O filme é surpreendentemente bom. O elenco pode se distanciar fisicamente dos personagens que conhecemos do animado de 1950, mas a história se mantém de forma esplendidamente fiel.Como já era esperando, Cate Blanchett rouba a cena dando vida à uma mulher amargurada que reflete suas decepções em uma vida glamurosa repleta de roupas luxuosas e festas. Mãe de duas garotas sem talento e viúva duas vezes, a sua relação com Cinderela é gradual, passa da mãe que ignora uma filha a uma carrasca que abusa da menina sempre prestativa.

Junto com o longa, a Disney lança o curta metragem Frozen: Febre Congelante, que retorna os personagens já conhecidos em Frozen: Uma Aventura Congelante. Um divertido musical que mostra preparativos de uma festa surpresa de aniversário, enquanto a personagem Elsa lida com uma gripe diferente. Frozen é realmente uma febre que vai render muitos novos sub-produtos, incluindo uma continuação já confirmada.

Cinderela chega aos cinemas dia 26 de março de 2015 e para mim já é uma das versões definitivas da história. Um bom roteiro, excelente figurino e ótimas atuações compõe um filme que num primeiro momento você pode até estranhar, mas depois de assisti-lo vai querer repetir a experiência diversas vezes.

nota 4

1 Comentário

  1. Eu amei a adaptação para o cinema e tudo o que eles fizeram. Eu não podia vê-lo aqui, mas no programação HBO. O amplamente recomendada, porque tem excelente qualidade, além disso, é um grande clássico Disney.

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