Garota Exemplar | Crítica do filme

Da primeira cena à última, Garota Exemplar é uma obra que não decepciona. Com excelentes atuações, dignas de premios, o longa é dividido em três momentos distintos, no qual leva o telespectador para dentro da história conhecendo gradativamente todos os seus detalhes. É mais um presente de David Fincher para o cinema e arrisco dizer, um dos melhores filmes do ano.

Confesso que desconhecia tal best-seller de Gillian Flynn, e acredito que quem ainda não o leu terá uma imersão mais impactante sobre os fatos apresentados na narrativa. 
Sempre com uma atmosfera azulada/cinza, David Fincher coloca Ben Affleck interpretando um marido que se torna o principal suspeito de ter matado sua esposa, que desapareceu no dia do aniversário de cinco anos de casados. Com atitudes de cotidiano e questionáveis para quem estar passando por um momento delicado, o personagem se torna carismático e assustador ao mesmo tempo. É um trabalho de voz e corpo no qual nunca tínhamos visto Ben Affleck fazendo nos cinemas. Uma evolução notória em sua carreira.
Junto com o presente da trama, somos transportados através de flashbacks para a história de como o casal se conheceu, e uma narração acompanhada pela caligrafia em um diário da garota desaparecida, que expõe seus sentimentos e pensamentos. É um timing perfeito entre um acontecimento e outro, que amarram a cada cena. A atriz Rosamund Pike, no papel de Amy, uma mulher conhecida por inspirar uma série de livros infantis quando criança, possui uma sutileza e delicadeza que apenas com o olhar consegue direcionar a história por novos rumos. No mínimo ganhará uma indicação ao Oscar.
Garota Exemplar é um filme obrigatório para os amantes de cinema. Da montagem às atuações é uma escola de como se faz cinema.

nota 5

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