Godzilla | Crítica do Filme

GO, ゴジラ, GO!  Inesperadamente, o icônico Godzilla se tornou o filme mais aguardado de 2014 por diversos fatores: elenco (Aaron Taylor-JohnsonBryan Cranston), diretor (Gareth Edwards que apesar de novato é conhecido pelo longa ‘Monsters‘) e uma promessa de manter o Godzilla clássico, o monstrengo originalzão do Japão que esse ano completa 60 anos. A expectativa não podia ser maior. Depois do excelente trabalho de marketing que a Warner fez sobre o filme, hoje finalmente pude conferir a nova roupagem (dessa vez sem zipper aparecendo – badum tsss) do nosso querido destruidor, e valeu a pena. Valeu muito a pena! O filme é muito bom em diversos aspectos!

Godzilla tinha tudo para ser rejeitado, principalmente pelo fiasco que foi a última versão americana nos cinemas em 1998, do diretor Roland Emmerich… sim, aquele que adora destruir o mundo (Independence Day, O Dia Depois de amanhã, 2012). Além de tudo, ano passado já tivemos monstros invadindo as cidades e destruindo tudo o que vem pela frente com Circulo de Fogo (Pacific Rim de Guillermo del Toro). Porém toda essa negatividade que o filme contava se reverteu a seu favor nos entregando um filme muito mais tenso, maduro e dramático que apresenta um vilão/herói que é verdadeiramente protagonista da história.

Apesar de ter seu núcleo humano que desenvolve a parte dramática do filme, o longa aos poucos vai estabelecendo que a história não pertence àquelas pessoas, mas sim sobre o mostro e o que ele representa. Godzilla possui uma origem muito bem definida, uma razão de existir e uma motivação plausível para sair dos oceanos e destruir a cidade. Quando por um lado temos uma criatura desenvolvida através da evolução, por outro temos um homem retratado como inconsequente que não se importa em destruir para se manter vivo insistindo em repetir insistentemente os erros do passado.

O trabalho sobre a campanha de marketing do filme guardou tão bem o que  nos entregaram no produto final que dificulta falar sobre ele sem dar spoilers. Há cenas no trailer que foram modificadas justamente para esconder parte da trama.

Infelizmente, como em 99% dos filmes 3D que são lançados, o efeito é completamente dispensável, porém imagino que assisti-lo numa sala 4D com cadeiras balançando e água sendo jogada na sua cara deva ser incrível. Os efeitos visuais estão num patamar impressionante e o trabalho de edição de som ajuda a dar um climax mais emergencial nos acontecimentos vistos na tela.

A cultura japonesa e referência a diversos outros filmes de Godzilla estão por toda parte, e acredite que até o famigerado filme de 1998 está ali exposto de alguma forma sutil, porém finalmente o monstrengo ganhou sua versão definitiva nos cinemas, elevando o personagem num patamar completamente diferente do que esperávamos. Godzilla é sem dúvida um dos filmes mais divertidos desse ano que supera o esperado lhe surpreendendo do começo ao fim.

nota 4

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