Guardiões da Galáxia | Crítica do Filme

 

Desde que foi anunciado, Guardiões da Galáxia foi tratado como o projeto mais ambicioso e arriscado da Marvel Studios. Era uma adaptação de todo um novo universo de personagens pouco conhecidos pelos fãs de quadrinhos, o que dirá do publico em geral.

Mas a aposta é bem menos arriscada do que parece e a Marvel está longe de pisar em terrenos desconhecidos. A situação de Guardiões não foi muito diferente do primeiro “Homem de Ferro”, por exemplo. Afinal, quanta gente realmente conhecia o personagem antes dos filmes?

A jogada de Guardiões da Galáxia foi muito bem ensaiada. Com uma estratégia regada a muita ação e excelentes piadas, a Marvel eleva sua formula de filmes para um universo muito maior, lançando uma franquia que possui potencial para ser culturalmente tão relevante quanto Star Wars e Star Trek.

Esse efeito é alcançado graças à preocupação em apresentar personagens carismáticos, divertidos e ao mesmo tempo com boa carga dramática. Nenhum dos personagens é o herói padrão, plano e sem defeitos, mostrando sua grandeza apenas em situação extrema. E essa não é só a quintessência do herói, como é a das boas histórias em si. É um Star Wars cheio de Hans Solos esperando para nos cativar.

E sim, Rocket, o “guaxinim de trabuco”, o personagem que todos estavam esperando ver, é realmente fantástico. Não só pela ótima atuação de voz de Bradley Cooper, mas o próprio roteiro apresenta um personagem profundo e divertido. Só não podemos dizer que ele rouba a cena, pois é tão divertido e interessante quanto os outros membros como Groot, seu companheiro de CG, que possui apenas três falas durante o filme, o que não o impediu de demonstra simpatia nos pequenos detalhes.

Para o fã médio de quadrinhos, Guardiões da Galáxia será uma experiência verdadeiramente inédita. Uma vez que são personagens quase desconhecidos, nos surpreendemos com a atitude dos Guardiões, de seus aliados e até mesmo de seus inimigos. Mas é claro que temos uma ou duas vezes participações especiais de personagens que já conhecemos. Um presente para agraciar aqueles que já acompanham os quadrinhos.

Um detalhe que não passa incólume em toda a produção é o ótimo trabalho artístico da equipe de efeitos especiais. O nível de detalhes de Groot e Rocket é assombroso, facilmente se tornando o mais bem produzido do ano até o momento. E o que dizer da trilha sonora oitentista? Ela é praticamente um personagem extra e de fundamental importância para a trama.

é um tiro certeiro da Marvel que expande ainda mais seus domínios no cenário cinematográfico. Uma produção cheia de acertos, que segue a cartilha de filme da empresa a risca, o que pode não ser tão bons para alguns. Mas é inegável que é essa formula faz sucesso e não deve se esvaziar tão cedo. Agora é esperar pela próxima grande aposta da produtora.

nota 4

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