Homem-Aranha: De Volta Ao Lar | Crítica do Filme

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Sinopse:
O jovem Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland), que fez sua estreia em Capitão América: Guerra Civil, começa a lidar com a sua recém-descoberta identidade como o super-herói Cabeça de Teia, em Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Entusiasmado com sua experiência com os Vingadores e sob o olhar atentode seu novo mentor Tony Stark (Robert Downey Jr.), Peter retorna à casa onde vive com sua Tia May (Marisa Tomei). Distraído por pensamentos de provar ser mais do que apenas o Homem-Aranha, amigo da vizinhança, ele tenta se readaptar à sua rotina, mas quando o Abutre (Michael Keaton) emerge como um novo vilão, tudo o que Peter considera mais importante em sua vida será ameaçado.Diretor: Jon Watts

Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Jon Favreau, Gwyneth Paltrow, Zendaya, Donald Glover, Jacob Batalon, Laura Harrier e Tony Revolori

Estreia: 06 de Julho de 2017

 

E pela sexta vez vamos aos cinemas com o mesmo ar de como se fosse a primeira vez. E na verdade é. Homem-Aranha: De Volta Ao Lar, novo filme do herói mais querido da Marvel, é “pela primeira vez” em diversos aspectos. É a primeira vez que vemos um ator tão jovem encarnar o personagem, que nos quadrinhos é um adolescente, é a primeira vez que ele compartilha seu filme com um outro herói (Homem de Ferro) e, principalmente, é a primeira vez que temos o controle criativo sob responsabilidade da empresa que o criou nos quadrinhos, a própria Marvel. As esperanças de não ser mais do mesmo são grandes e foram correspondidas, já que o longo, apesar de iniciar uma nova franquia do herói nos cinemas, não tem aquela cara de filme de origem, visto que já conhecemos de trás para frente como Peter Parker virou Homem-Aranha, além claro, do próprio personagem já ter dado as caras no filme Capitão América: Guerra Civil no ano passado.

A novidade aqui conta com um elenco extremamente diversificado, dando novas abordagens a personagens inéditos nos cinemas e outros já conhecidos pelo público, como é o caso de Flash, colega de escola de Peter Parker, que nos primeiros filmes no início dos anos 2000 foi interpretado por Joe Manganiello e agora pertence ao jovem ator Tony Revolori. Além de novas caras, também temos novos comportamentos e posicionamentos entre velhos personagens, como por exemplo a tia May, que agora é a jovem tia May. Interpretada nos primeiros filmes por Rosemary Harris, que em 2002 tinha 75 anos, posteriormente interpretada por Sally Field que em 2012 tinha 66 anos e agora por Marisa Tomei que apesar de seus 53 anos, aparenta bem mais nova. A atriz está bem confortável na personagem e consegue ao mesmo tempo ser jovial e trazer marcas de responsabilidade sobre seu sobrinho.

 

 

Essa nova roupagem trouxe ao novo filme essa refrescada que o personagem parecia ter perdido. Apesar de bem conceituado nos cinemas, Homem-Aranha agora tem o privilégio de ser o herói estagiário, afinal ele vive em um universo no qual não está sozinho como herói e mora em uma cidade que lhe permite exercer apenas pequenos casos, visto que depois que a população de Nova York viu com os Vingadores, um cara vestindo um traje e se balançando entre os prédios se torna comum. Homem-Aranha necessita provar-se como um herói de verdade e não apenas um garoto que está fardado a resolver pequenos casos.

Esse novo posicionamento do personagem é muito bem vindo juntamente com a atuação de Tom Holland que possui um timing perfeito para comédia, tudo o que o personagem precisa em seu estado civil e que até certo ponto é transmitido para sua identidade secreta. O conflito entre viver em um mundo que precisa ser salvo e corresponder as expetativas de sua vida como adolescência é extremamente bem explorado (os filmes anteriores tentam, mas seus Peter Parker tinham muito mais problemas da vida adulta do que esse).

 

 

O pouco experiente na direção Jon Watts foi o escolhido para assumir o novo filme, e tal inexperiência é sentida no desenvolvimento da história, deixando-o um pouco arrastado em alguns aspectos. No entanto, isso não atrapalha e acaba inclusive conversando com o atual momento do personagem, que sente poder fazer mais com seus poderes e se vê obrigado a prestar contas a seu tutor Tony Stark (Robert Downey Jr.).

O relacionamento entre Stark e Peter chega ser quase entre pai e filho, mesmo Stark sendo aquele ser egocêntrico que não aceita ser contrariado. Há uma curva de aprendizado para ambas as partes que acaba interferindo diretamente na vida pessoal do veterano Homem de Ferro. Tal parceria dá ao Homem-Aranha um traje completamente diferente do que vimos nos filmes anteriores do herói. Ele é muito mais próximo à armadura do Homem de Ferro do que apenas um collant que proteje a identidade de Peter.

 

 

Michael Keaton completa o filme trazendo à tona um vilão que tem fortes motivações além de uma simples vingança. O plot do personagem pode não ser inédito, tão pouco criativo dentro do gênero “heróis”, mas consegue te envolver com a ótima performance de Keaton. Aqui temos um homem de meia idade e desesperado para empreender em um mundo que mudou após a descoberta de uma tecnologia mais evoluída que a dos humanos. No entanto, a interferência de grandes incorporações o obriga seguir caminhos não éticos.

O filme tem um plot twist que é responsável por uma reação inesperada na platéia (ao menos na sessão para a imprensa que eu estava). Conseguiu pegar todos desprevenidos. O ritmo morno no início do terceiro ato é compensado por essa mudança na trama e a faz seguir caminhos que colocação nosso protagonista a decisões que recordam o velho bordão do personagem: “grandes poderes trazem grades responsabilidades”.

 

 

Aliviadamente Homem-Aranha: De Volta Ao Lar revive um dos personagens mais queridos do público e ainda o coloca ao lado de sua turminha de heróis, um lugar que todos sonhavam em ver um dia nos cinemas. O longa consegue fazer referências aos filmes anteriores como uma homenagem, mas que viram easter eggs com fugas cômicas, para lhe deixar ainda mais relaxado em um longa que foi feito para te entreter. Cumpre bem a função de filme de herói/entretenimento, não entedia o público e larga uma pontinha de curiosidade e esperança para o futuro de Homem-Aranha nos cinemas, que se for depender da Sony e da Marvel, terá uma longa vida.

Também falei sobre o filme assim que saí do cinema. Confira as primeiras impressões:

 

 

 

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