Homem-Formiga e A Vespa | Crítica Do Filme

 

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Sinopse:
Depois dos acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil, Scott Lang (Paul Rudd) tem que lidar com as consequências dos seus atos como Homem Formiga para o público e como pai. Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e Hank Pym (Michael Douglas) precisam de sua ajuda para derrotar uma nova vilã e salvar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer) do tamanho sub-atômico.

Diretor:
Peyton Reed

Elenco: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michael Peña, Judy Greer, Bobby Cannavale, Randall Park, Lawrence Fishburne, Michelle Pfeiffer, Hanna John-Kamen

Data de estreia:
28 de junho de 2018

 

Depois do fênomeno mundial que foi o lançamento de Vingadores: Guerra Infinita, eis que a Marvel retorna para o chão com “Homem Formiga e A Vespa”, sequência dirigida novamente por Peyton Reed que aposta na consagração da famosa “fórmula Marvel” sem restrições.

O novo filme estrelado por Paul Rudd e Evangeline Lilly traz de volta o herói diminuto em  mais uma aventura regada de momentos cômicos e dinâmicas formulaicas que passam longe do clima épico apresentado no último lançamento do MCU. A proposta agora, é entreter o espectador com cenas de ação inventivas e piadas pontuais, o quê garantiu a aceitação do primeiro filme em meio à outros personagens que, a primeira vista, sempre soaram muito mais interessantes do quê um herói que consegue encolher até o tamanho de uma formiga.

Mas tal qual o primeiro filme, “Homem Formiga e A Vespa” apresenta diversas cenas onde os poderes do herói são usados de maneira divertida e inovadora. A sequência também se encarrega de enaltecer o protagonismo de Evangeline Lilly como a heróina “Vespa”, e faz um ótimo trabalho de balanceamento entre ambos os personagens e seus respectivos núcleos dramáticos. Com a Vespa, também ficam diversos dos momentos de ação interessantes.

Esperava-se que o novo filme (em parte, por causa do próprio material promocional) foca-se na busca dos personagens pela Vespa original, interpretada por Michelle Pfeiffer. A suposição, no entanto, não se provou verdadeira, e fica evidente uma falta de audácia por parte do estúdio e do roteiro de se afastar dos elementos comprovadamente eficientes da franquia.

O primeiro ato do filme é basicamente uma ressituação do universo, expondo sua posição na linha temporal da Marvel e re-colocando em evidência o universo do Homem Formiga. Em um segundo ato mais arrastado, os personagens tentam iniciar a sua busca pela personagem de Pfeiffer, mas são constantemente atrasados por interações inconveninentes e pragmáticas com novos antagonistas. O terceiro ato, então, é o filme proposto em si, com a busca propriamente dita acontecendo em meio à um típico climax do gênero de filmes de super-heróis.

Embora a trama seja mal estruturada e repleta de alívios que nem sempre necessariamente sucedem momentos de tensão ou emoção, o carisma e descontração dos personagem tomam a frente com a mesma eficiência vista em outras obras do estúdio. Peyton Reed não só traz de volta sua abordagem cômica, como vai além, e já trata absurdos como formigas gigantes construindo máquinas futuristas de maneira trivial.

Mais uma vez, a Marvel Studios demonstra uma completa apatia pela construção de antagonistas relevantes, proporcionando uma apresentação válida para a personagem de Hanna John-Kamen apenas para deixá-la de lado conforme a trama se encerra. Tal qual a vilã, diversos obstáculos vão sendo resolvidos de maneira extremamente conveniente e com pouco impacto no que diz respeito as consequências.

Homem Formiga é sim, a franquia que prova o potencial do Universo Cinematográfico da Marvel de produzir filmes em diferentes escalas e fomentar a expansão de seu cenário. Em meio a toda sua falta de inspiração, o filme ainda consegue manter o espectador entretido e atento sem muita dificuldade. Em meio a um todo génerico, é eficiência dos elementos consagrados que realmente acabam importando para o público.

“Homem Formiga e A Vespa” mostra, mais uma vez, a capacidade maestral da Marvel Studios de fazer filmes medianos perfeitamente aproveitáveis por um público incrivelmente amplo. Quem gostou do primeiro filme, não terá do que reclamar. Aqueles que já começam a se cansar das produções corriqueiras do estúdio, no entanto, não deverão encontrar muito motivação por aqui.

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