Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas | Crítica do Filme

 

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Sinopse:
Solitário e infeliz, buscando um novo amor na internet, Dracula é surpreendido com um presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Inicialmente resistente à ideia, ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante, que, no entanto, esconde um segredo nada amigável.
Diretor:
Genndy Tartakovsky

Elenco:
Adam Sandler, Selena Gomez, Kathryn Hann, Mel Brooks, Andy Samberg, Kevin James, Fran Drescher, David Spade, Molly Shannon, Jim Gaffigan, Steve Buscemi, Keegan-Michael Kay

Data de estreia:
12 de Julho de 2018

 

Hotel Transilvânia é a típica franquia que os grandes estúdios procuram engatar a cada novo lançamento. Direcionada ao público infantil, sem prentensões de atingir os parâmetros da crítica especializada ou adultos desacompanhados, a série de filmes dirigida por Genndy Tartakovsky (famoso pela produção Samurai Jack) mantém suas propostas com honestidade emHotel Transilvânia 3: Ferias Monstruosas”, mesmo que isso siginifique minar qualquer sinal de ambição.

Em franquias infantis, costuma ser interessante observar as diferentes maneiras com que os produtores buscam manter a atenção do público característicamente disperso. “Divertida Mente” é, merecidamente, uma das produções infantis mais aclamadas dos últimos tempos justamente por conseguir ser uma obra chamativa sobre a psicologia infantil, ao mesmo tempo em que providencia toda a diversão e distração que as crianças esperam ao entrar na sala de cinema. A franquia da Sony, no entanto, não se preocupa tanto com o alcance de seu conteúdo, e prefere concentrar seus esforços em agradar o público alvo à todo curto.

São diversas as sequências onde a animação abre grandes planos com composições extremamente coloridas e detalhadas. A quantidade de elementos animados ao fundo, luzes piscando, movimentaçõe frenéticas e afins é muito provavelmente mais do que suficiente para manter os jovens espectadores atentos a tela. Combina-se então, a comédia física constante e piadas objetivas a esta atmosfera entorpecente, e não há muito do que reclamar, dada tal proposta do filme.

A continuidade da franquia, embora benéfica para aqueles que já estão familiarizados com as dinâmicas dos personagens, não é essencial. Os personagens principais possuem arcos bem definidos, ainda que sejam demasiadamente previsiveis. A trama em si, também, não deve surpreender muitos espectadores, sejam eles jovens ou não. As mensagens e temáticas do roteiro são condizentes com nossa época atual, não chegando a adicionar nenhuma nova abordagem à mesa, mas pelo menos marcando presença.

Tal qual a lisergia visual, a parte musical de Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas é animadora e vibrante, com direito a diversas músicas conhecidas sendo usadas em função da comédia.

A franquia, no entanto, desperdiça um certo potencial ao juntar diversos monstros icônicos do cinema apenas para relega-los à papeis genéricos e convenientes. Uma ou outra brincadeira é feita de vez em quando com as circunstâncias monstruosas de se ter uma família de vampiros à bordo de um cruzeiro de luxo, mas não seria imperdoável se o espectador se esquecesse, em alguns momentos, de que está assistindo à um bando de monstros.

Quanto a dublagem, volto a mencionar a crescente tendência de se inserir gírias e coloquialismos na tradução, com o objetivo de transmitir (ou, as vezes, incrementar) a comédia de um determinado diálogo. Embora não chegue a prejudicar o filme (como foi o caso de Meu Malvado Favorito 3), também está longe de atrair qualquer atenção.

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas” é um filme feito para distrair as crianças. Se este era seu único objetivo, tenho certeza de que não ira decepcionar.

 

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