Maze Runner: Correr ou Morrer | Crítica do Filme

Descreditado de ver um bom filme, Maze Runner: Correr ou Morrer foi um longa, que em sua divulgação, pra mim, passou despercebido. Nem o trailer sequer tinha visto. Com o excesso de filmes focados para o público adolescente, a qualidade dos mesmos fica comprometida, e isso, para quem gosta de acompanhar semanalmente os lançamentos de filmes, acaba se tornando quase um martírio. Entretanto é com muita alegria que Maze Runner não faz parte dos filmes de baixa qualidade de roteiro e produção. Na verdade, Maze Runner é uma das mais agradáveis surpresas cinematográficas do ano.

Com um toque de filme sobre amizade dos anos 80 e um grande mistério a ser resolvido à la Lost, o filme nos leva para dentro de um labirinto junto com seus personagens, e consegue manter o rítmo da primeira cena à última. Baseado na trilogia literária de James Dashner, Maze Runner nos apresenta Thomaz, um rapaz que teve sua memória apagada, chega a um lugar chamado “A Clareira”, onde conhece uma comunidade criada apenas por garotos.

Descobre que esse lugar recebe um novo membro a cada mês, que acompanha os mantimentos enviados. A Clareira é incomunicável, pois a saída é rodeada por um labirinto que mudam suas paredes todos os dias. Aos poucos Thomaz vai descobrindo o mistério envolto por trás de sua verdadeira identidade e desse lugar misterioso. Assisti ao filme sem os incômodos dos óculos 3D. Ele foi milagrosamente lançado apenas em 2D.

Entretanto me trouxe uma reflexão muito grande sobre o formato. Apesar do filme não ter toda tecnologia empregada nos longas de ação, a imersão que suas cenas causam, deixarão o público aflito em diversos momentos. Os elementos colocados dentro do labirinto geram um climax de terror para somar à fotografia sombria do longa.

Maze Runner: Correr ou Morrer é sem dúvida alguma a franquia inspirada em best-sellers com maior potencial lançada nos últimos tempos, e torço que seu sucesso gere adaptações dos outros dois livros. Com o final que todos gostariam de ter visto em Lost, Maze Runner ainda tem muita história ainda para ser contata.

nota 4

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