Quarteto Fantástico | Crítica do Filme

Demorei muito tempo para conseguir escrever esse pequeno texto sobre o novo longa do Quarteto Fantástico. Tal demora se deu por não querer ser injusto a um estúdio que tem feito um bom trabalho mantendo vivo o legado dos filmes X-Men nos cinemas. Alguns melhores, outros piores, mas que no fim, querendo ou não, acabam lotando as salas e trazendo para as telas histórias inspiradas nos quadrinhos. O que quero dizer é que a Fox tem um papel muito grande nessa longa história toda de heróis no cinema, e a sua tentativa de trazer novamente o Quarteto Fantástico às telas é extremamente válida, mesmo não sendo o filme que todos esperavam.

Minha primeira reação ao chegar os créditos finais foi: “tá, mas e aí?”. É o filme de origem que mais fez jus ao nome “origem” dentre todos já propostos, pois todas as partes interessantes que o filme possui são aquelas em que trabalha o quarteto-título em sua infância e pré acontecimentos que os fazem ser os heróis. A estrutura apresentada é de um longa completamente escrito para ser uma ficção científica e não um filme de super-herói que estamos acostumados a ver. Aliás, o terceiro ato é a fórmula que todos esperam: herói de um lado, vilão no outro e pancadaria.

Agora, vamos refletir. O que faz um filme de herói? Ele sempre tem que seguir a mesma fórmula? Por que não apresentar algo novo? Questiono quando a grande massa, principalmente a leitora de alguma coisa que virou filme, começa a lançar pedras sobre um determinado produto. O material é realmente ruim ou simplesmente não se foi vista uma cópia quase idêntica do material que serviu de base?

O que posso falar sobre Quarteto Fantástico é que, quando comparado aos filmes anteriores, esse novo é excelente. Como filme, independente de adaptação, independente de ser quadrinhos ou heróis, ele possui suas falhas, que não são poucas, mas comparado a tanta porcaria que chega aos cinemas, é um filme mais do que aceitável. Ele tem 2/3 que são muito bem trabalhados, que intrigam e que lhe fazem questionar os rumos que a história irá tomar.

O elenco, individualmente, é excelente. Miles Teller, a cada novo trabalho, vem se mostrado um ator multifacetado. Aquela imagem que eu tinha dele, de ator de filme b, sumiu, e hoje o vejo como alguém capaz de encarar qualquer papel. Infelizmente o elenco quando reunido não funcionou, mas atribuo isso ao diretor Josh Trank, que teve tanto tempo para trabalhar a interação um com o outro, mas só perdeu oportunidade oferecendo diálogos explicativos sobre física quântica e reconhecimentos de padrões. O lado humano, que a Marvel sabe trabalhar muito bem em seus filmes, se perdeu entre o quarteto.

Se alguém me perguntar se vale a pena assistir Quarteto Fantástico nos cinemas, a resposta é “sim“. A Marvel Studios já cometeu tantos outros vacilos como “Homem de Ferro 3” e “Thor” e continuamos dando chances lotando as salas. Por que não olhar para a Fox e lembrar de excelentes trabalhos que fizeram com adaptações de quadrinhos como “X-Men 2” , “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” e Kingsman: Serviço Secreto? Acredito fielmente que esse novo Quarteto Fantástico ainda pode nos surpreender numa sequência, mas para isso precisa refletir no que foi feito até então, identificar os erros e eliminá-los.

nota 2

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