Se eu Ficar | Crítica do Filme

Se Eu Ficar… Quais seriam as consequências desta escolha? Ficar ou não é apenas isso, uma escolha. Muitos não percebem. Todos fazemos constantes escolhas e alguns nem sequer imaginam o que isso significa. É muito simples: Na vida, para toda ação, existe uma reação. Portanto, se você escolhe algo, sempre irá existir uma ou mais consequências desta ação, sejam elas boas, ruins ou ambas.

Vou começar sendo sincero e dizer que não li o livro e, para ser bem sincero mesmo, desconhecia sua existência…. MAS… Sempre existe um MAS… Isso não impediu que eu me apaixonasse pela história. Principalmente suas frases e o modo como ela é contada. Achei lindo. Acho que esta seria a minha descrição.

Muitos podem dizer que Se Eu Ficar nada mais é que um “chick flick”, ou seja, filme direcionado ao público feminino. Tudo bem que na sala de cinema na qual assisti o público era 90% feminino… Eu não vejo problema nenhum nisso. Eu gosto de muitos gêneros e não me incomodo em dizer que adoro os “chick flick”.

Colocando o rótulo de lado, posso afirmar que este filme vai além. Ele lida com o que chamamos de “aproveitar a vida”. Todos nós sabemos, mas talvez ignoramos, que nossa vida pode mudar em segundos. Um momento está de um jeito mas, em segundos, ela pode se transformar. Essa é a mais pura verdade. Viver os momentos, os dias, as horas, os segundos como se fossem os últimos. Isso não é trágico nem dramático, é saber aproveitar o que foi lhe dado… A PRÓPRIA VIDA.

Várias frases durante a projeção me chamaram a atenção, mas esta é a melhor: Sometimes you make choices in life and sometimes choices make you. Apertando a tecla SAP: Às vezes você faz escolhas na vida e às vezes escolhas fazem você. Gente… Vamos combinar, essa autora do livro Gayle Forman é uma gênia. Não sei se ela inventou isso ou se ela pegou de outra pessoa. O que me importa é que foi ela que trouxe essa frase para a minha vida. Portanto, GÊNIA!

Vocês podem não ver, mas estou batendo palmas para os atores. Principalmente para Chloë Grace Moretz, a nossa maravilhosa Mia Hall. Atuação linda. Como já disse, esse é o adjetivo escolhido para hoje. Acabei de pesquisar para colocar o nome da atriz certinho aqui e me deparei no Google com essa frase de uma outra crítica: Se Eu Ficar faz chorar mais que “A Culpa É das Estrelas”. Não gente… Para né… Cada filme é um filme e cada pessoa é atingida por ele de diferentes formas. Aliás, não sei para que comparar, ainda mais rotulando de “dramalhão adolescente”. Tenho preguiça de certos comentários.

Não acredito que Se Eu Ficar seja baseado em fatos reais, já que se alguém passou por essa experiência fora do corpo, não deve lembrar do que aconteceu. Mas A Culpa é das Estrelas (The Fault In Our Stars) foi baseada em Esther Grace, amiga de John Green, autor do livro. Esther passou parte da sua vida batalhando contra o câncer, mas em 25 de Agosto de 2010, logo após ter completado 16 anos, faleceu. Sei que o filme traz muita ficção junto, mas chamar ele de “dramalhão adolescente” é, praticamente, dizer que a batalha de Esther contra o câncer não passa de um dramalhão adolescente. #desabafo #semmais #odeiorotulos

Se Eu Ficar é um turbilhão de emoções. Amizade, família, amor, saudade, dúvida, crescimento, amadurecimento, sonhos e, o mais importante, escolhas. Este longa mostra o quanto deixamos passar momentos na nossa vida, momentos que deveriam sempre ser lembrados e repetidos. Dizem por ai “o que é bom dura pouco”, certo? Por que não fazer durar mais? Por que não aproveitar mais os momentos com aqueles que amamos? Por que complicamos tanto as coisas que não precisam ser complicadas? No final, a escolha é sua… Sempre vai ser sua. Então me fala. Qual a sua escolha? Bom filme!

nota 3

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