Thor: Ragnarok | Crítica do Filme

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Sinopse:

Thor (Chris Hemsworth) está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela (Cate Blanchett).

Diretor:

Taika Watiti

Elenco:

Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Anthony Hopkins, Idris Elba, Taika Watiti, Mark Ruffalo, Benedict Cumberbatch

Data de estreia:

26 de Outubro de 2017

As fases da Marvel Studios ainda serão assunto recorrente por muito tempo. Com Thor: Ragnarok, a franquia de super-heróis demosntra ainda mais a sua intenção de diferenciar os filmes entre si, mesmo que o resultado ainda esteja apenas começando a aparecer.

O terceiro filme do Thor, estrelado por Chris Hemsworth, estava nadando contra a maré quando foi anunciado. Sequência de dois dos filmes mais fracos que a Marvel Studios já entregou até aqui, Ragnarok se beneficiou da escalação de Taika Watiti como o novo diretor e da acertada escolha de trazer o Hulk para a história do filme, agregando ainda mais fan-service e conexão com o universo estendido.

Taika Watiti foi alçado ao sucesso após dirigir a aclamada comédia indie “O quê fazemos nas sombras“. Embora sua pouca experiência com efeitos especiais pudesse gerar algumas dúvidas, a abordagem cômica sempre soou como uma inovação adequada, uma vez que Chris Hemsworth tem brilhado muito mais em papéis engraçados durante sua recente carreira. Dito e feito, Thor: Ragnarok consegue entreter o espectador com suas piadas “estilo Marvel” muito mais do quê qualquer um dos filmes anteriores. 

Eventualmente, alguns momentos cômicos podem parecer exagerados ou fora de tom (algo que já haviamos percebido com Doutor Estranho e Guardiões da Galáxia 2). Mas com os filmes da Marvel se tornando cada vez mais longos, é compreensível que o estúdio fique receoso de perder a atenção do público, e consequentemente acabe abusando do uso de piadas (não podemos esquecer que boa parte do público que importa para estes filmes são as crianças e adolescentes).

Thor: Ragnarok apresenta novos personagens interessantes e faz bom uso daqueles que retornam com novas narrativas coerentes (a não ser pela exclusão da personagem de Natalie Portman, cuja falta é facilmente sentida. Pelo menos, Idris Elba está de volta, e com ainda mais destaque). A vilã Hela pode não ser a grande antagonista que todos os fãs ansiosamente esperam do universo Marvel, mas nem de longe se compara aos péssimos vilões que a antecederam. Cate Blanchett incorpora muito bem a personagem e traz uma presença de tela mesmerizante.

As cenas de ação estão indiscutivelmente superiores às dos filmes anteriores. Muitas se assemelham ao estilo apresentado em Guardiões da Galáxia 2, com visuais impactantes e maneiras inventivas de se usar as habilidades dos personagens. O sucesso da Marvel continua por quê seus filmes continuam, claramente, divertidos.

O uso de CGI em Thor Ragnarok é extremamente pesado, sendo capaz de afetar negativamente a experiência do expectador em alguns pontos. Na minha opinião, quando um filme resolve abusar do CGI, é melhor que abuse por completo! Cenas como a do coliseu onde Thor encontra o Hulk (repletas de elementos digitais) não incomodam tanto quanto por exemplo a cena onde os filhos de Odin conhecem Hela em um ambiente simples, e a tela verde de fundo fica mais evidente. O tempo dirá o quão rapido estes efeitos poderão se tornar datados demais. 

Os atos do filme possuem uma estrutura de ritmo um tanto desigual. Enquanto no primeiro ato, temos diversas viradas e eventos acontecendo em menos de 20 minutos, o segundo ato se arrasta ao mostrar as relações dos personagens evoluindo em Sakaar (são pontos necessários de qualquer roteiro, mas o filme acaba passando por todos eles de maneira pragmática demais) .Essa diferença de ritmo acaba pesando contra o filme, e muitos podem se sentir cansados no meio do segundo ato.  Já no terceiro ato, temos a estrutura padrão que a grande maioria dos filmes blockbusters adotam hoje em dia, o quê não é necessariamente algo ruim, mas também não serve para elevar a obra.

De longe, Thor Ragnarok é o melhor filme do Thor. E torna-se um relevante competidor para as discussões sobre quais são os melhores filmes da Marvel. Entrega tudo que precisava para revigorar o interesse do público em cima do personagem e expande a mitologia do universo de maneiras intrigantes que podem muito bem serem revisitadas em filmes futuros (A Valquíria merece ser mais aproveitada). Novamente, a Marvel entregou um filme competente e divertido, mas evidentemente gostaria de ter ido mais além.

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